domingo, 29 de agosto de 2021

Ex-jornalista da Globo e atual âncora da CNN disse que os seguidores de Bolsonaro não passam de “fanáticos imbecilizados em redes sociais”; William Waack foi demitido da Globo por comentário racista

Em artigo publicado no Estadão na quinta-feira (26), o apresentador William Waack - demitido da Globo por comentário racista -, fez críticas ao presidente Jair Bolsonaro, sugerindo que o chefe do Executivo não tem o apoio popular que imagina e que pessoas próximas o descrevem como “possuído de um quadro mental para lá de preocupante”.

Waack também descreveu como um perigo real para a nação, classificado como “desequilíbrio presidencial”, o fato de Jair Bolsonaro ter apoio de parte da população, de Policiais Militares – que ele qualifica como amotinados.

“O segundo aspecto que faz do desequilíbrio presidencial um perigo real é a crença de que disporia de instrumentos de poder tais como irresistível quantidade de ‘povo nas ruas’, ‘adesão de setores das Forças Armadas’ além de PMs amotinados, insubordinados e levados às ruas por lideranças corporativistas. Em outras palavras, ele acha que estaria em posição de superioridade em se tratando da relação das forças treinadas para exercer violência – um cenário implícito nas posturas do presidente”, classificou o ex-jornalista da Globo.

Waack também defendeu que o presidente da República já não detém o poder. Para ele os seguidores do presidente não passam de “fanáticos imbecilizados em redes sociais”.

“Sem ter criado uma organização política capilarizada e sem ter a adesão das cadeias de comando das Forças Armadas, Bolsonaro acha que manda, mas não comanda nada a não ser fanáticos imbecilizados em redes sociais… […] Em outras palavras, Bolsonaro não dispõe de sólidos argumentos jurídicos, de amplas forças políticas, de nutridos contingentes militares, do domínio das ruas, da adesão das principais elites econômicas e é rejeitado pela maioria dos eleitores, pela quase unanimidade do mundo intelectual e cultural e visto como um estorvo passageiro pelas grandes potências. Ninguém tem medo dele como dirigente político”, concluiu.

Analisando o artigo publicado pelo jornalista William Waack no Boletim da Noite da quinta-feira (26), o analista político Alan Lopes disse acreditar que isso seja sinal da queda de credibilidade da grande mídia.

“Fazer uma análise pífia dessa é mais um sinal do desespero e descredibilidade que a grande mídia vem sofrendo a todo momento. Uma análise chula do ponto de vista de um sujeito que é um intelectual e que tem muito conhecimento”, afirmou.