segunda-feira, 13 de abril de 2020

Metade da PB abandona isolamento às vésperas de ‘momento crítico’ da pandemia

O paraibano decidiu sair de casa. Na semana que o Estado registrou um aumento significativo no número de casos confirmados e de mortes por coronavírus em relação a sete dias atrás, um levantamento feito pela empresa de software In Loco registra que pouco mais da metade dos paraibanos voltaram a frequentar às ruas, antes do momento mais crítico da pandemia – vale ressaltar.

A empresa de tecnologia usa dados enviados por aplicativos parceiros para aferir deslocamentos dos usuários.

De acordo com a última a atualização feita no último dia 9 (quinta-feira), a Paraíba tinha um Índice de isolamento social de 49,9%. Na atualização anterior, no dia 6 de abril (segunda-feira), o Estado registrava 52,94%.

Índice de isolamento nos estados nas últimas semanas na Paraíba

3-9 de março | 27,14%
10-16 de março | 33,08%
17-23 de março | 45%
24-30 de março | 56,75%
31 de março – 6 de abril | 52,94%
9 de abril | 49,9%

Ainda segundo o aplicativo, a Paraíba apresentou um percentual máximo de isolamento social entre os dias 24-30 de março, pouco depois do governador João Azevêdo (Cidadania) decretar calamidade pública no estado. A taxa foi de 56,75%.

A In Loco afirma que a coleta de dados só é feita com a permissão dos usuários dos apps. A empresa também ressalta que não repassar informações como nome, RG ou CPF. Para monitorar o deslocamento, a In Loco utiliza GPS, sinais de wi-fi, Bluetooth e telefonia. A empresa diz possuir informações de localização em tempo real de 60 milhões de smartphones no Brasil.

A Paraíba tem 85 casos confirmados de coronavírus, sendo 64 em João Pessoa, e onze mortes.

O que diz a Secretaria de Saúde
Segundo o secretário executivo de Saúde do Estado, Daniel Beltrammi, o pico da epidemia de Covid-19 na Paraíba deve ocorrer entre os dias 20 e 30 deste mês de abril, podendo chegar até o início de maio.

O secretário entende que as previsões para o Nordeste são diferentes em relação ao Sudeste, onde a pandemia já apresenta crescimento descontrolado.

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