sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Deputado promete novo pedido de impeachment contra o governador da PB

O deputado Wallber Virgolino (Patriota) autor do pedido de impeachment do governador da Paraíba, João Azevêdo (Cidadania) e da vice Lígia Feliciano (PDT), avisou que vai entrar com um novo pedido na Assembleia Legislativa. Até esta sexta-feira (28), o deputado disse que deverá se reunir com a bancada de oposição para reforçar o pedido.

Ele disse que não se surpreendeu com o ato do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Adriano Galdino (PSB), que decidiu pelo arquivamento do pedido. “Quem vive no mundo da política e nesse jogo sujo, a gente não pode se surpreender com nada, mas sabemos que o governador e a vice cometeram graves crimes de responsabilidades”, ressaltou.

O deputado enumerou alguns dos crimes que, segundo ele, foram praticados pelos gestores, a exemplo da não rescisão de contratos com as organizações sociais investigadas pela Operação Calvário, que mesmo sabendo que a Cruz Vermelha e o Instituto Acqua estavam envolvidos na Orcrim comandada pelo ex-governador Ricardo Coutinho (PSB), preso pela operação, continuou com o contrato.

“O governo do Estado pagou a essas OSs, que foram embora do Estado, mas deram calote nos servidores. Esse é um dos crimes cometidos por João Azevêdo e Lígia Feliciano. Existem provas contundentes e suficientes no STJ, que culminaram com o pedido de afastamento deles, e os argumentos, por si só, são fortes demais para corroborar com o pedido de impeachment. Nós iremos reforçar e vamos entrar com outro pedido até amanhã”, disse.

Outro fato lembrado pelo deputado é que o governador sabia também do envolvimento do núcleo de secretários advindos da gestão anterior, mas não os exonerou e que o ato só aconteceu com a pressão do Ministério Público.

“Ele não estava com o sentimento administrativo para punir de forma efetiva aqueles servidores investigados, além da contratação de 18 Organizações Sociais de forma irregular. São crimes graves que demonstram a ligação dele e da vice-governadora com a Orcrim. Eles não têm moral para tomar nenhuma medida drástica, porque, se assim fizerem, serão delatados nas investigações que ainda estão por vir”, enfatizou o deputado.


Paraibaonline