Piancó comemora 278 anos de história oficial neste domingo (8/11). Erguido às margens do curso d’água que batizou o município [Rio Piancó], o território consolidado sob a devoção a Santo Antônio, reafirma sua posição como polo na saúde e comercial, institucional e de serviços no Sertão paraibano.
A origem da cidade remonta ao pacto de pacificação firmado em 8 de novembro de 1748 entre forças coloniais e as nações indígenas que habitavam as várzeas da região. Com cerca de 16,4 mil habitantes segundo o Censo do IBGE, o município mantém a rotina do interior nordestino enquanto movimenta bancos, repartições públicas e uma feira livre tradicional.
Polo de serviços e força econômica no Vale
Distante cerca de 395km de João Pessoa, a localidade consolidou uma função que ultrapassa seus limites territoriais. Piancó originou diversas vilas que conquistaram autonomia política e hoje atua como ponto de convergência para populações vizinhas:
>Olho d’Água
>Igaracy
>Santana dos Garrotes
>Coremas
>Aguiar
>Nova Olinda
>Emas
A economia sustenta-se em um tripé: Setor público, comércio varejista e agropecuária sertaneja. Na zona rural, predominam a bovinocultura, a caprinocultura e as lavouras de subsistência de feijão e milho, quando de períodos invernosos. Nos dias de feira (sempre na segunda-feira, dia de feira livre no município), a circulação de mercadorias valoriza a culinária regional, célebre pela carne de sol artesanal, pelo queijo de coalho e pelas receitas com arroz vermlho ao leite.
O município de Piancó destaca-se na saúde pública do Sertão da Paraíba e do estado por meio de importantes conquistas, investimentos e infraestrutura regional:
• 2º lugar estadual em atendimentos: Ficou em segundo lugar na Paraíba (atrás apenas de João Pessoa) no ranking de volume de atendimentos pelo programa Agora Tem Especialistas do Ministério da Saúde.
• 1º lugar em Vigilância em Saúde: Conquistou a primeira colocação no Vale do Piancó nos indicadores do Programa de Qualificação das Ações de Vigilância em Saúde.
• Polo de Média e Alta Complexidade: É sede da 7ª Gerência Regional de Saúde e abriga equipamentos como o Hospital Regional Wenceslau Lopes (com UTI), UPA 24h, SAMU 192 (atendendo 23 municípios), CAPS (AD 24h, TM e I), Centro Especializado em Reabilitação (CER II), Laboratório Regional e um Centro de Hemodiálise inaugurado para evitar que pacientes viajem para fora da região.
• Nova Policlínica Regional: Foi contemplada com a construção de uma moderna Policlínica Regional (financiada via Novo PAC Saúde) para ampliar a oferta de exames e consultas especializadas à população de cerca de 20 municípios da região.
No centro urbano, a Igreja Matriz do padroeiro Santo Antônio atua, com a igreja de Nossa Senhora do Rosário e capelas espalhadas em todos os bairros e comunidades rurais, como marco comunitário da fé católica. A Igrea Matriz de Santo Antonio, é o local onde se reúne gerações de moradores e atinge o ponto alto das celebrações em junho, durante as trezenas e festejos do padroeiro.
Centenário da resistência histórica - O ano de 2026 marca também um século do combate que projetou Piancó na crônica política da Primeira República. Em 9 de fevereiro de 1926, rebeldes tenentistas da Coluna Prestes e civis armados travaram um violento confronto no município.
Moradores liderados pelo padre e deputado estadual Aristides Ferreira da Cruz montaram trincheiras para impedir o avanço da marcha que protestava contra o governo Artur Bernardes. O cerco e o tiroteio urbano culminaram na derrota da resistência e no fuzilamento do líder religioso e de aliados locais.
Identificados na historiografia paraibana como os "Mártires de Piancó", esses personagens deram contornos marcantes à identidade municipal. O episódio completa 100 anos preservado no patrimônio e nos monumentos da cidade, mantendo vivo o registro das fraturas políticas que marcaram o Brasil nas primeiras décadas do século XX.*Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
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novembro 08, 2026
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