sexta-feira, 14 de maio de 2021

Corpo de Gael é sepultado na Paraíba; mãe foi transferida para presídio


O corpo de Gael, 3 anos, morto na última segunda-feira (10) no apartamento em que morava com familiares, no Centro de São Paulo, foi sepultado na manhã da quinta-feira (13) no município de Prata, no Cariri da Paraíba, estado de origem do pai.

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) recomendou que o velório do garoto fosse realizado na casa de familiares para, com isso, evitar eventuais aglomerações, uma vez que o caso tomou grandes proporções, sobretudo, nas redes sociais.

"A medida é vista como fundamental para não aumentar impactos sociais e econômicos ocasionados pela pandemia", justifica a Promotoria.

O órgão notificou a Prefeitura de Prata, distante 256 km da capital João Pessoa, e a Polícia Militar para o cumprimento da decisão.

"Ressalte-se que a presente recomendação pode servir como ofício, diante da urgência que o caso exige", afirma trecho do documento, assinado pelo promotor Bruno Leonardo Lins.

MORTE
Gael morreu após ser encontrado inconsciente na segunda-feira, no apartamento em que morava com a mãe, Andréia Freitas de Oliveira, 37 anos. Ela está presa sob a suspeita de assassinar o menino. A defesa dela alega que a mulher teve um "surto psicótico" e nega o crime.

A 1ª Delegacia de Defesa da Mulher informou que Gael foi levado já sem vida ao pronto-socorro da Santa Casa. Socorristas tentaram reanimá-lo desde o apartamento até a unidade de saúde, por mais de meia hora. O corpo da criança apresentava marcas de agressões, segundo a polícia. Um anel da mãe foi apreendido.

Fotos e vídeos feitos pelo Instituto Médico Legal (IML), encaminhados à polícia, indicam marcas de agressão na região da testa do menino, compatíveis com o formato do anel apreendido.

Após o garoto ter sido socorrido, Andréia se trancou no banheiro do apartamento, onde teria ingerido produtos de limpeza. Por isso, antes de ser presa, ela foi levada ao pronto-socorro do hospital do Mandaqui. O laudo de atendimento da unidade de saúde afirma que, durante sua permanência no hospital, a mãe da vítima "não demonstrou afeto sobre a possível agressão ao filho".

Na quarta (12) Andréia foi transferida para o presídio de Tremembé (147 km de SP), a mesma penitenciária onde cumpre pena Suzane von Richthofen, condenada pela morte dos pais, além de outras mulheres envolvidas em crimes de repercussão. 

diariodonordeste