terça-feira, 30 de março de 2021

COVID-19: Saúde distribui mil cilindros de oxigênio para estados e atua na aquisição de concentradores

(Reprodução)
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Ministério da Saúde já enviou aos estados brasileiros mil cilindros de oxigênio medicinal para auxiliar no tratamento de pacientes graves de covid-19. A ação faz parte do Plano Oxigênio Brasil, que tem como objetivo dar suporte aos gestores estaduais e municipais no enfrentamento à pandemia. Durante o sábado (27) e o domingo (28), os estados de Mato Grosso e Rio Grande do Norte receberam 340 e 160 cilindros do produto, respectivamente. Na semana passada, também foram enviados 140 cilindros para o Acre e outros 360 para Rondônia.

Os cilindros foram adquiridos por meio de requisição administrativa junto ao estoque excedente da indústria, com quem a pasta mantém diálogo constante para otimizar as entregas em todo o país. Já foram requisitados também mais 800 cilindros das produtoras, com previsão de entregas no território nacional para os próximos dias – o Ministério da Saúde monitora o fluxo de oxigênio em todo o Brasil, em parceria com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para definir as localidades que receberão o produto, de acordo com seus estoques e demandas.

Além dos cilindros, o Ministério da Saúde vem prestando apoio no transporte e na instalação técnica de usinas de oxigênio, com auxílio da Força Aérea Brasileira (FAB). Duas usinas já estão em funcionamento no Amapá e uma está em processo de envio e montagem. Rondônia deve receber em breve uma usina de oxigênio, instalada atualmente em Manaus (AM). A pasta também atua na requisição de caminhões específicos para transporte de oxigênio líquido.

“O Ministério da Saúde está atuando em todos os segmentos da cadeia produtiva até a logística que envolve a distribuição”, explica o assessor especial do Ministério da Saúde, Ridauto Fernandes, que coordena as ações do Plano Oxigênio Brasil.

CONCENTRADORES
Outra frente é a aquisição de concentradores de oxigênio, equipamento que pode produzir, diariamente, o equivalente a mais de 7m3 de oxigênio com 93% de pureza, adequado ao consumo humano. Um edital de chamamento público irá incentivar a indústria brasileira a fazer doações do equipamento. “O Ministério da Economia ficou de fazer esse chamamento para que, nos próximos dias, as empresas possam procurar esse produto no mercado nacional ou internacional”, afirma Ridauto.

O equipamento pode ser usado em pacientes leves e moderados com covid-19, oferecendo, em média, cinco litros de oxigênio por minuto. “A nossa ideia é enviar esses equipamentos para Unidades de Pronto Atendimento do interior e pequenos hospitais, onde hoje temos mais trabalho para transportar cilindros. Com o concentrador, vamos aliviar o consumo do cilindro e deixar o cilindro para pacientes mais graves”, afirma.

A expectativa é que, após a pandemia, os concentradores sejam distribuídos para a rede de Atenção Primária do Sistema Único de Saúde (SUS) em todas as unidades da Saúde da Família – o equipamento ficará de legado para auxiliar pacientes com problemas pulmonares ou com falta de ar, que poderão fazer o tratamento em casa com o empréstimo do concentrador.


*Marina Pagno/Ministério da Saúde  e Vigilância Sanitária

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