domingo, 17 de janeiro de 2021

PSOL anuncia a paraibana e ex-prefeita da SP, Luiza Erundina como candidata à presidência da Câmara


(Luiza Erundina - PSOL - Ag. Câmara)
O PSOL anunciou, na sexta-feira, 15, a candidatura da deputada federal Luiza Erundina (SP) à presidência da Câmara dos Deputados. Em nota, assinada pela Executiva Nacional do partido, a sigla afirma que o nome representa a defesa de bandeiras como a “ampliação de direitos, da democracia, da soberania nacional, da defesa da saúde pública, de mudanças anti-austeridade na política econômica, da vacinação de todos e todas e do combate a toda as formas de discriminação e opressão” e do início do processo de impeachment do presidente Jair Bolsonaro. A eleição para a presidência da Casa ocorrerá no dia 1º de fevereiro.

O partido também afirma que, caso Erundina não chegue ao segundo turno, os parlamentares estão orientados a votar ” no candidato que representar uma alternativa àquele apoiado pelo governo Jair Bolsonaro”. Para vencer em primeiro turno, são necessários 257 votos. O Palácio do Planalto apoia a candidatura do deputado federal Arthur Lira (PP-AL), líder do partido na Câmara e expoente do Centrão. Além de Lira, concorrem ao cargo ocupado atualmente por Rodrigo Maia (DEM-RJ) os deputados Baleia Rossi (MDB-SP), Fábio Ramalho (MDB-MG), Alexandre Frota (PSDB-SP), Capitão Augusto (PL-SP), Marcel Van Hattem (Novo-RS) e André Janones (Avante-MG).

A possibilidade de o PSOL lançar uma candidatura própria vinha sendo debatida internamente há semanas. Líder do partido na Casa, a deputada federal Sâmia Bomfim era favorável à sigla apoiar o nome de Baleia Rossi. Em entrevista à Jovem Pan, a parlamentar destacou a tradição da legenda de lançar um postulante à presidência, mas afirmou que o debate sobre o apoio ao emedebista ocorria porque, em sua avaliação, “o perigo de Lira ganhar é real”. “Existe um cenário de perigo do Lira levar, inclusive, no primeiro turno. O governo Bolsonaro tem a máquina na mão. A gente sabe de um processo intenso de liberação de emendas, negociação de cargos. Para mim, pelo menos, um cenário de eleição do Lira é o pior dos cenários. Vai alavancar a agenda de Bolsonaro e dá mais condições para que ele dispute as eleições [presidenciais] em 2022. E, no meu ponto de vista, o principal papel do PSOL deve ser o de derrotar Bolsonaro, impedir que ele tenha mais condições eleitorais e dar mais condições para que coloquemos nossas propostas”, explicou.

Por Jovem Pan