quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Campanha eleitoral no rádio não empolga eleitor piancoense; Nas ruas, o ritual é o mesmo das eleições passadas

(Imagem/reprodução)
O
s dois principais concorrentes à sucessão em Piancó, segundo as pesquisas - Daniel Galdino (Progressistas) e Christianne Remígio
 (Cidadania) - não conseguiram movimentar a cidade, como em campanhas anteriores. Eles concentraram as atividades em bairros populosos, como o 'Belo Horizonte' e 'Piancozinho', e utilizaram as caminhadas como principal estratégia para pedir o voto dos eleitores da cidade.  Todos os movimentos agregaram, em sua maioria, militantes e candidatos a vereador, que não perderam a oportunidade de aparecer junto ao candidato(a) a prefeito(a). Os eleitores ainda não mostraram entusiasmo com o pleito.

A propaganda eleitoral gratuita dos candidatos a prefeito começou na sexta-feira (9) no rádio
A campanha eleitoral não tem empolgado o eleitor, pela exclusiva falta de propostas inovadoras que efetivamente motivem o cidadão a perceber que as eleições acontecem em menos de um mês.  No horário gratuito no rádio, o discurso morno e a falta de criatividade colaboram para o crescimento da apatia. O eleitor comum, que não militam nos partidos ou nos grupos políticos, mostra-se apático e desinteressado sobre o que os candidatos estão fazendo para conquistar mais votos. O horário eleitoral gratuito é transmitido por emissoras de rádio, inclusive as comunitárias legalmente constituídas.

Nas ruas, o ritual é o mesmo das eleições  passadas.

O postulante a um cargo eletivo precisa se adaptar a uma nova realidade e considerar que as eleições deste ano, são muito diferentes do pleito de 04 anos atrás. O perfil do eleitor mudou, ele é muito mais exigente, tem disposição para debater política e está nas redes sociais, discutindo, criticando e sugerindo ações. Nas ruas, este mesmo eleitor, cada vez mais participa dos movimentos sociais.

Há também uma frustração com o tipo de comunicação que os candidatos estabelecem com o público. Pegue um programa eleitoral do fim dos anos de 2016 e veremos que são todos muito parecidos com os atuais. O eleitor e a eleitora não aguentam mais.

Propostas mirabolantes e o enaltecimento a própria pessoa, tem deixado o eleitor de orelha em pé.

A qualidade da gestão pública em um órgão municipal depende de iniciativas dos seus gestores para aprimorar o fluxo de atividades e agilizar os processos.

Diante de um mundo cada vez mais digital, hábitos repetidos por décadas nas administrações públicas precisam ser superados, para atender as demandas da sociedade.

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