quinta-feira, 7 de maio de 2020

Marina Silva diz que Dilma inventou as fake news e que teve "algo similar ao gabinete do ódio"

Crédito da Foto: Agência Brasil
A ex-senadora Marina Silva falou em uma entrevista nesta quarta-feira (6/5), que a ex-presidente Dilma Rousseff foi "a criadora das fake news", além de acusar a petista de manter "algo similar ao gabinete do ódio", em alusão à denúncia de notícias falsas que seria produzidas e veiculadas por filhos do presidente Jair Bolsonaro. Sobre ele, ela afirmou que um impeachment seria "legítima defesa".

"Em 2014, a campanha da Dilma inaugurou as fake news. Eles tiveram algo similar ao 'gabinete do ódio'. Quem inaugurou as fake news foram Dilma e João Santana. Isso está mais do que comprovado", afirmou, sem citar fontes dessa confirmação. João Santana era o publicitário responsável por grande parte das propagandas do PT à época.

As declarações foram dadas ao colunista Tales Faria, do UOL, durante uma entrevista online. Sobre o atual governo, ela falou que Bolsonaro está sendo 'desautorizado" por outros órgãos. "O impeachment é ato de legítima defesa. O Supremo, o próprio Ministério Público estão bem atentos. Até as Forças Armadas.[...] O Bolsonaro é um presidente que, o tempo todo, é desautorizado. Pelo STF, pelas Forças Armadas...", comentou.

A ex-ministra do Meio Ambiente ainda comentou a saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça. "O Moro decepcionou uma grande quantidade de brasileiros. Ele fazia um grande trabalho, com o trabalho na prática de combate à corrupção. Mas terminaram as eleições e aceitou entrar na política. Ele estava fazendo um trabalho que investigou empresas, empresários, políticos. No meu entendimento, o trabalho dele foi enfraquecido quando aceitou servir a Bolsonaro", disse Marina.