quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

MPF denuncia jornalista Glenn Greenwald por invasão de celulares

O Ministério Público Federal em Brasília denunciou na terça-feira (21) o jornalista Glenn Greenwald e mais seis pessoas por crimes relacionados à invasão de celulares de autoridades brasileiras.

De acordo com o MPF, os acusados vão responder por prática de organização criminosa, lavagem de dinheiro e interceptações telefônicas.

Para os procuradores, provas coletadas na investigação demonstram que Glenn auxiliou, incentivou e orientou o grupo durante o período das invasões.

A denúncia, feita no âmbito da Operação Spoofing, é assinada pelo procurador da República Wellington Divino de Oliveira, que relata que a organização criminosa executava crimes cibernéticos por meio de três frentes: fraudes bancárias, invasão de dispositivos informáticos (como, por exemplo, celulares) e lavagem de dinheiro.

Além de Glenn, outras seis pessoas também foram denunciadas. Segundo o MPF, Walter Delgatti Netto e Thiago Eliezer Martins Santos atuavam como mentores e líderes do grupo. Danilo Cristiano Marques era “testa-de-ferro” de Walter, proporcionando meios materiais para que o líder executasse os crimes.

O MPF também aponta Gustavo Henrique Elias Santos como programador, que teria desenvolvido técnicas para permitir a invasão do Telegram e as fraudes bancárias. Suelen Oliveira, esposa de Gustavo, agia como laranja e -recrutava- nomes para participarem das falcatruas. E, por fim, Luiz Molição seria responsável por invadir terminais informáticos, ela também aconselhava Walter sobre condutas que deveriam ser adotadas e foi porta-voz do grupo nas conversas com Greenwald.

IstoÉ