quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

Seca enodoam a imagem do Sertão

(Imagem: Piancó - Créditos: Antonio Cabral)
A seca vem modificando a imagem do Sertão paraibano e no Vale do Piancó a situação está cada pior. Com pouca intensidade de chuvas caídas nos últimos meses, as cidades estão com temperatura climáticas cada vez mais alta, afetando a saúde das pessoas e causando ídas e vinda aos hospitais e postos de saúde. 

O acesso à água potável é um direito humano fundamental, reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU). Apesar disso, quase 22 milhões de brasileiros que vivem na região semiárida do país sofrem os impactos da maior estiagem dos últimos 50 anos. Além de estar presente em mais de 90% dos 1.135 municípios do semiárido, a seca afeta também outras cidades do país. Num total de 1.415 municípios reconhecidos pelo Governo Federal, estes brasileiros são atingidos pelos efeitos socioeconômicos da seca e são expostos a uma realidade precária no que diz respeito também à saúde coletiva.

Além das doenças diarreicas, a falta d’água expõe as famílias a outros problemas relacionados à falta de higiene – no caso de micoses e doenças de pele – ou à qualidade da água, com o aparecimento de cálculo renal, em função da salinização da água que é consumida. A vulnerabilidade do ambiente também favorece o surgimento de doenças vetoriais, como a dengue, cujo aparecimento está diretamente relacionado ao armazenamento inadequado de água em tijolos, pneus e até calçadas, facilitando a reprodução do Aedes aegypti, o mosquito que transmite a doença.

A solução para  o problema da seca para os 12 milhões de sertanejos que têm sede, é a execução do projeto da Integração das Águas do Rio São Francisco ou, como é mais conhecida, a Transposição.

Thomas Patrick
Colaborador