Os setores produtivos da Paraíba contarão com o mínimo de R$ 4,2 bilhões do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) em 2027. Do total, as atividades ligadas à agricultura, pecuária, comércio e serviços e infraestrutura foram as que apresentaram maiores demandas por esse crédito. A proposta de distribuição desse orçamento, por segmento, foi lançada nesta quarta-feira, 30, em evento que reuniu representantes do Banco do Nordeste (BNB) no estado e instituições parceiras, após colaboração dos diversos agentes econômicos envolvidos.
A proposta norteará a aplicação dos recursos do FNE no estado, a serem contratados pelo BNB em cada setor: agricultura (R$ 205,5 milhões), pecuária (R$ 1,1 bilhão), comércio e serviços (R$ 746 milhões), infraestrutura (R$ 1,1 bilhão), turismo (R$ 472,5 milhões) e pessoa física (R$ 8,2 milhões), sendo este último voltado aos financiamentos estudantis (P-Fies) e para a implantação de sistemas residenciais de energia solar.
De acordo com o superintendente estadual do BNB na Paraíba em exercício, Bruno Vasconcelos, os valores representam o mínimo que o BNB deve financiar, por setor, no estado.
“Para 2027, temos o maior volume de recursos já destinado ao nosso Estado e a apresentação desses recursos por setor oportuniza alinharmos as prioridades do próximo ano. A Paraíba vem apresentando uma trajetória consistente de crescimento econômico, e o desafio que se coloca é direcionar esses investimentos de forma cada vez mais eficiente e alinhado às diretrizes da Sudene, potencializando a geração de emprego, renda, arrecadação tributária e melhoria da qualidade de vida da população paraibana”, destacou Bruno Vasconcelos.
Diretrizes - Composto por parcela de impostos federais e criado pela Constituição Federal de 1988, o FNE é administrado pelo Banco do Nordeste, sendo sua principal fonte de recursos.
Durante o evento, foram apresentadas as diretrizes para aplicação do crédito, a exemplo do percentual mínimo de 62% dos recursos, em toda área de atuação do BNB, em segmentos considerados prioritários, como a agricultura familiar, mini e pequenos produtores rurais, micro e pequenas empresas, empresas de porte pequeno-médio, bem como o microcrédito urbano e o rural. A administração dos recursos pelo Banco do Nordeste faz com que 70% dos recursos do Fundo sejam de retornos de operações anteriores.
Outro direcionamento é a aplicação dos recursos em projetos que estejam inseridos em áreas como inovação, descarbonização industrial, transmissão de energia, biocombustíveis, agricultura de baixo carbono, recaatingamento, infraestrutura de saneamento, entre outros.
oblogdepianco.com.br com Assessoria
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setembro 30, 2026
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