CNM reconhece marco decisivo com sanção do PLP 108, mas reforça pontos de atenção no texto

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) considera a sanção do Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/2024 um marco decisivo para o país, visto que este é o segundo projeto que regulamenta a Emenda Constitucional (EC) 132/2023, consolidando a implementação da Reforma Tributária no Brasil em alinhamento com as práticas adotadas em mais de 170 nações. Para muitos, a sanção pode parecer um ponto final, mas para nós este é apenas o início de um processo longo e desafiador para a consolidação efetiva do novo modelo tributário.

A CNM protagonizou ao ser a única entidade municipalista de representação política de forma direta, técnica e incansável para assegurar que a Reforma Tributária fosse aprovada de forma ampla. Desde o início dos debates, defendeu que a simplificação do sistema era uma urgência nacional para destravar a economia, reduzir desigualdades regionais e garantir a sustentabilidade dos Entes federados. Foi através da mobilização do movimento municipalista, que evitamos a perda de autonomia e asseguramos a participação efetiva dos Municípios na gestão do novo tributo sobre o consumo. A CNM enfrentou debates complexos e conseguiu evitar ainda o comprometimento das receitas locais, como na articulação para evitar uma manobra do Senado Federal que causaria uma perda estimada em R$ 40 bilhões anuais para os Municípios. A proposta da alteração mudava o período de calibragem da alíquota para análises do IBS, colocando em um período igual ao do CBS, o que iria gerar prejuízo aos Municípios. Além disso, lutou para garantir a paridade representativa na governança.

O cenário traz mudanças estruturais profundas como a transição da tributação da origem para o destino; um novo processo de redistribuição das receitas em toda a federação; a busca pela justiça fiscal; e a consolidação da participação dos Municípios nas diretrizes que nortearão o país pelos próximos 70 anos. Por isso, a CNM mantém pontos de atenção quanto ao texto aprovado, em especial aqueles que podem ferir a previsão constitucional. Nosso foco é a instituição e o funcionamento do Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS). O Comitê será o coração operacional da reforma, com a responsabilidade de arrecadar, fiscalizar e distribuir o Imposto Sobre Bens e Serviços (IBS). A CNM adverte que as diretrizes disciplinadas não podem, sob hipótese alguma, burocratizar o acesso dos Municípios aos seus recursos ou criar uma governança que fira o pacto federativo.

Para a Confederação, nesta fase de implementação, o respeito à representatividade nos moldes previsto na Constituição Federal, a transparência e a autonomia dos Municípios são pilares e pontos de atenção e determinação da nossa entidade. A CNM atuará para cobrar dos representantes municipalistas decisões que balizem o melhor para todos os entes da federação, garantindo que a Reforma Tributária cumpra sua promessa de eficiência sem sacrificar a autonomia local.

oblogdepianco.com.br com Assessoria de Comunicação
CNM reconhece marco decisivo com sanção do PLP 108, mas reforça pontos de atenção no texto CNM reconhece marco decisivo com sanção do PLP 108, mas reforça pontos de atenção no texto Reviewed by www.oblogdepianco.com.br on janeiro 14, 2026 Rating: 5
Tecnologia do Blogger.