Na Paraíba, Padre Egídio comparece de novo ao Gaeco; ele teve escolta e saiu pela porta dos fundos

P
adre Egídio Carvalho Neto, ex-diretor do Hospital Padre Zé, compareceu na manhã de hoje à sede do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba (MPPB), em João Pessoa.

A expectativa é de que ele tenha prestado depoimento sobre os desvios de recursos investigados no Hospital Padre Zé, durante sua gestão.

Padre Egídio entrou e saiu sem falar com a imprensa e contou com o auxílio de uma escolta pela porta dos fundos do prédio do Gaeco.

No dia 6 de outubro Padre Egídio de Carvalho Neto foi espontaneamente ao Ministério Público, na avenida Almirante Barroso, no Centro, mas não prestou depoimento.

Pedidos de prisão rejeitados
Foram rejeitados pelo juiz da 4ª Vara Criminal de João Pessoa, José Guedes Cavalcanti Neto, os pedidos de prisão preventivas feitos pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) contra o padre e ex-diretor do Hospital Padre Zé, Egídio de Carvalho Neto, a ex-tesoureira da instituição Amanda Duarte, e a ex-diretora administrativa Jannyne Dantas.

Para justificar sua decisão, do último dia 30, o magistrado afirmou que não existem fundamentos suficientes para decretação das prisões preventivas.

Padre Egídio pediu afastamento do cargo no dia 18 de agosto depois de ser descoberto o furto de 270 aparelhos celulares que haviam sido doados pela Receita Federal para que fossem vendidos e a renda revertida à instituição. Ainda em agosto, o então coordenador de Tecnologia, Samuel Segundo, foi preso suspeito do crime. Recentemente, ele divulgou vídeos nos quais garante que a comercialização dos produtos atendeu a um pedido do padre Egídio, a quem ele teria entregue o dinheiro da venda, em mãos e em espécie.

Egídio também é suspeito de um desvio milionário de recursos do hospital. Somente em dados recentes, o atual diretor do Padre Zé, George Batista reclamou do sumiço de R$ 13 milhões de empréstimos contraídos pelo antecessor em nome da instituição e cujo destino é desconhecido.

Em nome de Egídio e pessoas ligadas a ele constam vários imóveis de luxo que foram alvo de cumprimento de mandado de busca e apreensão na Operação Indignus, do Gaeco. O acervo de itens de alto valor inclui garrafas de vinho que custam R$ 1.600, cada; e um fogão avaliado em R$ 78 mil.

ParlamentoPB
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