Governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União) participou, nesta quarta-feira (31/5), de oitiva de comissão da Câmara que investiga as ocupações do MST.
Victor Correia
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| (crédito: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados) |
O governador foi ouvido após requerimento do deputado Gustavo Gayer (PL-GO). "As pessoas que faziam tráfico de drogas se resguardavam nesses acampamentos, para levar adiante o tráfico", declarou o governador, antes de ser interrompido por parlamentares governistas. Em outro momento, ele disse que operações da polícia em acampamentos apreenderam drogas.
Caiado afirmou ainda que o MST promove "doutrinação marxista", e declarou que todos os assentamentos em Goiás foram "alforriados", e que não há invasões do MST no estado atualmente. Questionado por Gayer sobre o custo das ocupações para o estado, Caiado respondeu que 19 ocupações custaram em torno de R$ 500 milhões com horas extras e equipamentos.
Governistas rebateram
A sessão da CPI é marcada por confusões e bate-bocas entre a oposição e a base governista. As deputadas Sâmia Bomfim (Psol-SP) e Talíria Petrone (Psol-RJ) rebateram as falas de Caiado, enfatizando que o governador estava criminalizando o MST sem provas. Elas foram interrompidas pela oposição, e Sâmia teve novamente o microfone cortado pelo presidente do colegiado, Tenente-Coronel Zucco (Republicanos-RS).
A presidente nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR), também criticou as falas de Caiado. "A reforma agrária é capitalista, ela nasce com o advento da revolução francesa. Vários países da Europa já fizeram, e não são socialistas", disse a parlamentar. "Quando vocês chamam os integrantes do MST de criminosos, vocês estão atingindo 450 mil famílias que trabalham de sol a sol", acrescentou.
correiobraziliense
Em CPI, Caiado associa MST a marxismo e tráfico de drogas
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