sábado, 5 de junho de 2021

PGR pede ao STF arquivamento de investigação de parlamentares sobre 'atos antidemocráticos'

(Imagem/reprodução)
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Procurador Augusto Aras pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal), na última sexta-feira (04), o arquivamento das investigações que apuram a participação de parlamentares ligados ao presidente Bolsonaro, no financiamento e na organização de 'atos antidemocráticos'. O vice-procurador da República, Humberto Jacques de Medeiros, levou cinco meses para dá seu parecer sobre o assunto. No texto, as investigações da Polícia Federal não conseguiram apontar a participação dos deputados e senadores, nos supostos 'crimes investigados'.

Os parlamentares investigados no inquérito são:
  • Alê Silva, deputada (PSL-MG)
  • Aline Sleutjes, deputada (PSL-PR)
  • Arolde de Oliveira, senador (PSD-RJ)
  • Bia Kicis, deputada (PSL-DF)
  • Carla Zambelli, deputada (PSL-SP)
  • Caroline de Toni, deputada (PSL-SC)
  • General Girão, deputado (PSL-RN)
  • Guga Peixoto, deputado (PSL-SP)
  • Junio Amaral, deputado (PSL-MG)
Os deputados Daniel Silveira (PSL-RJ) e Otoni de Paula (PSC-RJ) também foram investigados, mas ambos estão denunciados ao Supremo com base nesse inquérito. Então, para eles, o arquivamento não se aplica.

De acordo com o parecer da PGR, a Polícia Federal tomou depoimentos, verificou contas inautênticas em redes sociais, solicitou informações a operadoras de telefonia, mas não fez a análise dessas informações. Segundo o texto, o Ministério Público Federal só tomou conhecimento dessas iniciativas da PF por meio de informações da imprensa.

O inquérito
O inquérito foi aberto pelo STF a pedido da Procuradoria-Geral da República. As investigações foram autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes.

O pedido da PGR foi apresentado em 20 de abril do ano passado, um dia após atos realizados em todo o país.

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