domingo, 27 de junho de 2021

COVID-19: Ministro da Economia apresenta gastos do governo no enfrentamento à pandemia

Ministro Pauulo Guedes/Tribuna Online
O Brasil é o único país do mundo que está fazendo reformas estruturantes mesmo durante período de adversidade, que é a pandemia”, afirmou o ministro da Economia, Paulo Guedes, durante reunião remota da Comissão Temporária da Covid-19 do Senado Federal, na sexta-feira (25/6). O objetivo do encontro – que ocorre mensalmente – é debater a situação fiscal e a execução orçamentária das ações de combate à pandemia do novo coronavírus. 

Durante a prestação de contas, o ministro explicou que as ações de enfrentamento à pandemia provocaram um aumento na dívida pública. “Ano passado gastamos 10% do PIB no combate à pandemia, mas nossa avaliação nesse segundo bimestre já voltou para 2,2%. Estamos praticamente de volta aos patamares que estávamos antes da pandemia", disse Guedes. E completou: “Estamos fazendo uma normalização, uma consolidação fiscal para que essa geração tenha enfrentado a pandemia e ela mesmo resolvido a coisa no ponto de vista de finanças públicas”.

Paulo Guedes apresentou as despesas do governo no enfrentamento à Covid-19 em 2021. O impacto primário previsto, as dotações, são de R$ 97,5 bilhões, sendo R$ 82,2 bilhões em medidas para salvar vidas – gastos com saúde, auxílio emergencial, vacinação –, e R$ 15,3 bilhões em medidas para o emprego e renda, como o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) e o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEm). Ao todo, já foram gastos R$ 42,5 bilhões, sendo RS 40,5 bilhões em ações para salvar vidas e R$ 2 bilhões em programas de créditos e preservação de empregos.

Futuro
O ministro também anunciou medidas, que, segundo ele, serão feitas olhando para a frente. A primeira é a renovação do auxílio emergencial por mais três meses. “O auxílio, que terminaria em 31 de julho, segue agosto, setembro e outubro – mês que todos os governadores estão dizendo que terão vacinado toda a população adulta brasileira”, disse. Ele explicou que o governo tem uma perspectiva de controle da epidemia, porém, quem dirige o auxílio emergencial não é a economia e nem política, é a pandemia. De acordo com Paulo Guedes, com a retomada do crescimento econômico, o objetivo é voltar com o Bolsa Família em novembro e dezembro.

oblogdepiancocom.br com Assessoria