quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

Polícia Federal desmonta grupo que usava quarto da UFPB para armazenar drogas

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (3), a Operação Residence, que apura um núcleo de comando do tráfico de drogas com atuação nos estados da Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraná, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Roraima. Segundo as investigações, o grupo criminoso atuava em presídios e fora deles.

Conforme a Polícia Federal, um quarto da Residência Universitária da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) era usado como base de armazenamento e distribuição de drogas na Paraíba e em estados vizinhos.

São cumpridos 38 mandados de prisão preventiva, 23 mandados de busca e apreensão e ordens judiciais de bloqueio de valores depositados em contas correntes suspeitas. As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo de Direito da Vara de Entorpecentes da Comarca de João Pessoa. Cerca de 200 policiais federais cumprem os mandados nos sete estados onde a quadrilha investigada atuava. Na Paraíba, a Operação Residence conta, ainda, com o apoio de 60 policiais militares.

De acordo com a Polícia Federal, o líder de uma célula do grupo criminoso utilizava a Residência Universitária da UFPB para ocultar as atividades ilícitas. O investigado ocupava relevante função na hierarquia da organização criminosa na Paraíba. A partir da identificação desse suspeito, a Polícia Federal desvendou toda a estrutura criminosa do grupo no estado.

“O trabalho investigativo permitiu descortinar uma grande rede formada para cometer crimes e revelou o plano de expansão de tal facção criminosa, mediante a realização de disputas violentas com grupo rival por pontos de comércio de entorpecentes, objetivando um domínio territorial para fins de monopolizar o tráfico de drogas na Paraíba”, divulgou a Polícia Federal.

Ainda segundo a Polícia Federal, os investigados deverão responder pelos crimes de tráfico de drogas e associação para fins de tráfico de drogas, crimes cujas penas, se somadas, podem chegar a 25 anos de reclusão.


Portal Correio