domingo, 11 de outubro de 2020

AGÊNCIA NACIONAL DAS ÁGUAS (ANA) responde a solicitação de piancoense para a liberação das comportas de barragens e açudes para abastecer o Rio Piancó

Rio Piancó/Imagem: Antonio Cabral
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onforme informou em programa de rádio, o diretor-presidente da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba – AESA, o engenheiro civil Porfírio Catão Cartaxo Loureiro, para que as comportas dos açudes públicos do Estado (no Vale do Piancó), a exemplos do açude de Santa Inês, em Conceição; Barragem Saco, em Nova Olinda e Açude Queimadas, em Santana dos Garrotes, que são de responsabilidades do governo do Estado através da AESA, tenham suas comportas abertas, deve ter uma solicitação, por escrito, dirigida a ANA (Agência Nacional das Águas), já que o Rio Piancó é federal. Porfírio, por ser da região do Sertão, mais precisamente da cidade de Emas, e como conhecedor desse assunto, por participar das ações do Comitê da Bacia Hidrográfica do Piancó-Piranhas-Açú (CBH-PPA), chegando até a assumir a presidência dessa entidade entre os anos de 2011 e 2013, tem conhecimento desse problema que aflige e atinge todas as cidades do Vale, e prejudica o consumidor de água, que tem seu abastecimento residencial fornecido pela CAGEPA prejudicado. Sabedor da situação, o engenheiro Porfírio bem que poderia, na análise da população dessa região, auxiliar na ação e agilização, para que a ANA em comum acordo com a AESA e a CAGEPA, e se necessário até com a ajuda do Comitê CBH-PPA, viabilizasse a abertura das comportas dos açudes e barragens que tem um volume de água superior ao limite mínimo, e assim sendo, resolveria a falta da água no Rio Piancó e em consequência, amenizava por um bom tempo, a problemática da falta d'água nas residências cidade de Piancó e na zona rural, por onde passa o rio.

Preocupado com essa situação, a nossa Redação encaminhou Ofício a ANA, que nos encaminhou resposta sobre a solicitação (Confira a resposta em PDF).

Porfírio Catão
Em recente contato com a AESA, a Câmara de Vereadores de Piancó, de forma unânime, encaminhou requerimento ao diretor Porfírio Cartaxo, pedindo que essa agência de águas se unisse aos piancoenses nessa luta. O presidente da AESA, Porfírio, se limitou, em programa de rádio, a explicar que o órgão ao qual ele representa, não tem autonomia para dá instruções com relação a liberar água de açudes estaduais (Santa Inês, Barragem Saco e Queimadas) para abastecer um Rio que é federal. O rio Piancó é um curso d'água brasileiro que banha a região ocidental do estado da Paraíba. É um dos principais formadores da bacia Piranhas-Açu. O Rio Piancó nasce nos contrafortes das serras que separam os territórios da Paraíba, de Pernambuco e do Ceará, numa região que serve de divisória de águas dos vales dos rios Pajeú, Jaguaribe e Piranhas-Açu. Recebe o nome "Piancó" ao adentrar o município de Conceição, no sertão paraibano. Termina seu curso no açude Coremas, uma das maiores barragens brasileiras. 
Daí se junta ao sistema Piranhas-Açu ainda em território paraibano. A bacia do Piancó cobre uma área de 5.683 km² e banha 26 municípios, favorecendo uma população de quase 200 mil pessoas.

Açude Santa Inês
A população piancoense lembra que na época em que o diretor da AESA era o ex-deputado João Fernandes da Silva, não existia essa burocracia e as comportas sempre eram abertas para abastecer o Rio Piancó.

Ofício sobre o assunto também foi encaminhado por nossa redação, a Secretaria de Estado da Infraestrutura, dos Recursos Hídricos e do Meio Ambiente - SEIRHMA, para o gabinete do secretário Deusdete Queiroga Filho.

Outro ofício foi encaminhado ao Diretor-Presidente Marcus Vinícius Fernandes Neves, da CAGEPA, solicitando que essa empresa realizasse um estudo e análise das redes de água da cidade de Piancó e ajudasse na luta pela liberalização da água para abastecer o Rio Piancó.

Sobre outras cidades do Estado, Dr. Marcos Vinícius disse que “Muitas dessas cidades possuem tubulações muito antigas (...). Portanto, esse projeto tem o objetivo de elaborar a melhor forma de dotar essas cidades de infraestrutura básica, com novas redes, para receber as águas que virão pela adutora”, explicou.

O Diretor-presidente da CAGEPA se referia ao projeto de melhoria das redes de distribuição de água dos 20 municípios que fazem parte do Ramal Curimataú do Sistema Adutor TransParaíba.

Enquanto não se resolve o problema, a CAGEPA pode e deve abastecer as partes da cidade onde a água não chega, através de carros-pipas.

Em 1º de fevereiro de 2018, o então governador Ricardo Coutinho (PSB) assinou, numa manhã de quinta-feira, a Ordem de Serviço para a construção da Adutora de Piancó que, de acordo com o projeto,  levaria água da Barragem de Coremas para abastecer a população da cidade de Piancó, "que sofre com a escassez de água". A obra durou mais de seis meses e  recebeu um investimento inicial de R$ 3,5 milhões, com recursos provenientes do Tesouro Estadual. Hoje se vê que a obra não atendeu aos seus objetivos, pois continua faltando água nas torneiras de muitas residências da cidade.

"A nova adutora levará água de Coremas até a Estação Elevatória de Água Bruta, beneficiando 18 mil habitantes da cidade de Piancó. O equipamento será construído por meio da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa). Na obra serão implantados 8.780 metros de tubos e instalado um sistema de captação flutuante para captar uma vazão de 148 metros cúbicos por hora".

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