domingo, 19 de julho de 2020

Governo Federal vai demitir servidores que embolsaram auxílio emergencial “a bem do serviço público”, garante CGU

(Imagem/reprodução)
Após constatar que impressionantes 396.316 servidores fraudaram o auxílio emergencial de R$600 pagos pelo governo a pessoas pobres, o próximo passo do governo, por meio da Controladoria Geral da União (CGU) será “separar o joio do trigo” para depois “literalmente, cortar cabeças”, segundo o ministro Wagner Rosário afirmou à coluna. Serão poupados só aqueles cujos nomes e CPFs foram usados por golpistas. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Servidores que embolsaram os R$600 serão demitidos a bem do serviço público e responderão por crimes como peculato e falsidade ideológica.

Entre os 396.316 agentes públicos que afanaram quase R$280 milhões (exatos R$279.674.400,00) estão 17.551 militares da União.

A CGU também identificou um total de 7.236 servidores federais, mas a grande maioria (371.529 servidores) está no DF, estados e municípios.

O ministro-chefe da CGU afirmou que tem como identificar os servidores que cometeram fraude para se apropriar do dinheiro público do auxílio.

396 mil agentes públicos receberam indevidamente auxílio emergencial
A Controladoria-Geral da União (CGU) identificou 396.316 agentes públicos que receberam o auxílio emergencial indevidamente no mês de maio. Nesta conta, entram servidores federais e estaduais, além de militares. Os números são de uma atualização feita na segunda-feira, dia 13, pela CGU a partir de cruzamentos de bancos de dados.

Do total de agentes que receberam o recurso do governo, 17.551 constam como servidores militares da União, ativos ou inativos, ou pensionistas. Outros 7.236 beneficiários foram identificados como servidores federais com vínculo ativo no Sistema Integrado de Administração de Pessoal (Siape). Os demais 371.529 funcionários são das esferas estadual, distrital e municipal, incluídos ativos, inativos e pensionistas.

Diário do Poder