terça-feira, 21 de abril de 2020

Brasília completa 60 anos sem festa por receio do coronavírus

Arquivo / Agência Brasil
Há 60 anos o presidente Juscelino Kubstichek inaugurava a nova capital do país. A obra começou em 1956, o Congresso só ficou pronto em 1959 e mesmo depois de inaugurada Brasília ainda era um grande canteiro de obras.

O local escolhido para construir a cidade era totalmente isolado, no meio do nada, sem qualquer tipo de infra-estrutura. O trabalho exigiu esforço e criatividade dos operários. Foram necessários meses de trabalho para garantir energia para o que seria a nova cidade.

Um gerador, que foi trazido de Minas, levou mais de 6 meses para chegar. No meio do caminho caiu num rio e teve que ser levado para São Paulo, para só depois retornar para onde seria a nova capital do país.

Na inauguração, as comemorações se estenderam por três dias, com festa para autoridades e trabalhadores.

O projeto arquitetônico da nova capital foi de Oscar Niemeyer que costumava perguntar a quem vinha à Brasília se tinha visto o Congresso Nacional. Só depois ele perguntava se tinha gostado ou não da obra.

Niemeyer afirmava que as pessoas podiam não gostar, mas não podiam dizer que já tinham visto antes qualquer coisa parecida. Mas, entre todas as obras da nova cidade, foi a Catedral que mereceu uma atenção especial.

Desde o início da construção o desafio foi grande e Niemeyer dizia que queria uma igreja que atraísse a todos, independentemente da religião. A construção da nova capital acabou atraindo um grande número de trabalhadores. Milhares chegavam todos os dias e foram sendo chamados de candangos.

A cidade, que nasceu como uma promessa de campanha de Juscelino Kubistchek, cresceu e trouxe desenvolvimento para o interior do país. Mas, como toda cidade grande, enfrenta problemas como o trânsito tumultuado e falta de instrutura por causa da ocupação irregular.

E, agora, como todo idoso de 60 anos, Brasília ainda enfrenta o grande desafio de passar pelo coronavírus sem maiores problemas. A expectativa é superar a pandemia para que, no ano que vem, a data possa ser comemorada em dobro.

*Com informações da repórter Luciana Verdolin