quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Após ação da PF, presidente da Oi deixa cargo e diz que empresa ‘é só pepino’


(Divulgação/OI)
O presidente da Oi, Eurico Teles, informou, nesta terça-feira (10), que vai deixar o cargo. O anúncio ocorreu no mesmo dia em que a companhia foi alvo da nova fase da Operação Lava Jato, que investiga repasses de empresas de telefonia a um dos filhos do ex-presidente Lula, Fábio Luis Lula da Silva – entre elas a Oi.

Teles fica no cargo até o dia 30 de janeiro do ano que vem. O grupo Oi passa por um processo de recuperação judicial, e a saída de Teles já estava prevista desde a homologação do acordo, em setembro deste ano.

Em uma entrevista coletiva no Rio de Janeiro, Teles disse que a gestão dele herdou uma “companhia difícil”. “Qual foi o benefício que teve essa companhia, por alguém? Qual foi o benefício que ela teve? Eu desconheço. Eu estou aqui há 38 anos e vou te dizer o seguinte: Essa companhia é só pepino”, afirmou.

Em relação à operação de busca e apreensão, o diretor de operações da Oi, Rodrigo Abreu, que deve ser o novo presidente, disse que a empresa “não tem nada a esconder”. “A companhia tem todo o interesse de fazer com que, se existiu qualquer tipo de irregularidade, que ela seja, de fato, apurada. Porque como eu comentei, muito provavelmente a maior prejudicada se, de fato, as alegações forem verdadeiras, foi a própria companhia”, declarou.

A fase 69 da Lava Jato mira repasses do grupo Oi para empresas do filho de Lula e a relação do setor privado com os governos do ex-presidente. O Ministério Público questiona pagamentos de R$ 132 milhões de reais feitos a firmas de Fábio Luis Lula da Silva e alega que uma parte foi usada no sítio de Atibaia.