segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Setembro amarelo: Depressão é tema de palestra no Fórum João Espínola Neto em Itaporanga

Saber identificar, junto ao público usuário do Fórum João Espínola Neto, da Comarca de Itaporanga, sintomas ou indícios de tendências suicidas. Com este objetivo, foram realizadas palestras, na manhã da última quinta-feira (26), no auditório do tribunal do júri, em alusão ao setembro amarelo, mês em que se previne o suicídio. Sob a coordenação do titular da 2ª Vara Mista da comarca, juiz Antônio Eugênio Leite Ferreira Neto, as atividades foram direcionadas aos servidores do fórum, policiais militares e civis, bombeiros, agentes penitenciários, advogados e servidores do Ministério Público estadual.

As palestras foram proferidas pela psicóloga Jadcely Serafim, especialista em Saúde Mental, Alberlando Leite e Fábio Galdino, estes últimos integram a equipe do Centro de Valorização da Vida (CVV), recém-instalado no município. Dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade, da Secretaria de Estado da Saúde (SIM/SES), apresentados pela psicóloga durante sua explanação apontam que, nos municípios do Vale do Piancó, foram contabilizadas 13 lesões autoprovocadas intencionalmente (suicídio) em 2017 e 14 em 2018. “Os números são preocupantes, pois revelam os altos índices de suicídio na nossa região”, frisou o juiz Antônio Eugênio.

O magistrado explicou que as palestras abordaram, também, uma visão diferente da que liga o suicídio apenas a pessoas com problemas mentais ou tendências a cometer o ato. “Temos de considerar que estamos em um ambiente forense, que é marcado por muita pressão. Todos os atores da cena processual, assim como os agentes da segurança, são submetidos a uma grande carga de estresse e futuramente podem desenvolver problemas psicológicos, podendo chegar a esse extremo. Por isso, é importante trazer a discussão para o fórum, pois ajudará tanto a identificar os sintomas em outras pessoas como em si mesmo”, destacou.

Neste sentido, o juiz considerou que as palestras foram bastante produtivas. “Fizemos a parceria com o CVV para divulgar os trabalhos que o centro faz e verificarmos como ele é útil na prevenção ao suicídio. Lidamos também com pessoas que estão em conflitos familiares ou cujos parentes estão presos, ou seja, que são bastante vulneráveis”, ressaltou.

Por Celina Modesto / Ascom-TJPB
DICOM-Diretoria de Comunicação Institucional
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