domingo, 22 de setembro de 2019

Saúde Piancó: Palestra educativa alerta mães sobre risco de engasgo de bebês

A Secretaria de Saúde de Piancó realizou na última quarta-feira (21) uma palestra educativa sobre "Engasgo com Lactantes" para gestantes e mães do município. A ação foi realizada na 'Unidade Básica de Saúde (UBS) Teotônio Neto'.

A palestra teve como objetivo alertar sobre o risco de engasgo e como proceder em casos de urgência. Participaram da atividade os enfermeiros José Luiz e Andréa Soares.

Como prevenir o engasgo nos bebês
É possível prestar atenção em alguns cuidados para que o bebê não engasgue após a amamentação ou a ingestão de outro alimento. A doutora Carla listou importantes orientações para alimentar a criança de modo seguro:

1 - Posicione o bebê sentado em seu colo, e não deitado;
2 - Certifique-se de que o bebê tenha uma boa embocadura no seio (‘pega’) ou no bico da mamadeira;
3 - Se o bebê estiver sendo alimentado pela mamadeira, observe se o bico é de característica ortodôntica, e com o furo realizado por uma agulha. As marcas mais recomendadas são da Chuca e Nuck, que evitarão que o bebê engula o ar enquanto mamam, pois possuem válvulas anti-cólicas;
4 - Após a mamada, coloque o bebê na postura em pé em seu colo com a cabeça apoiada no ombro, batendo de leve nas costas;
5 - Nunca agite o bebê após a mamada. Ao contrário do que muitas pensam, com esse movimento facilitará o vômito, engasgos e o refluxo gastroesofágico;
6 - Mantenha-o na postura em pé para arrotar;
7 - Após cerca de trinta minutos nesta postura coloque o bebê no berço, se possível com a cabeceira elevada, para evitar refluxo gastroesofágico.

E na hora de dormir? 
A melhor postura para acomodar um bebê no momento de dormir, de acordo com Carla, é de lado e com a cabeceira do berço elevado, mudando de posição sempre que possível. “Nunca de barriga para cima”, alerta.

E se a criança engasgar?
Caso a criança se afogue, a orientação é colocá-la no colo de barriga para baixo e bater nas costinhas para que, por ação da gravidade, consiga expelir o alimento que “engasgou”. Engasgo pode ter relação com algum problema mais grave?

O “engasgo” é um alteração da fisiologia da deglutição, onde há uma má coordenação das funções da deglutição e respiração e possivelmente da voz. Segundo a doutora, se os casos de engasgo forem muito frequentes, eles devem ser avaliados pelo pediatra, otorrinolaringologista, fonoaudiólogo especialista em disfagia, além da realização de exames apropriados para obter um diagnóstico preciso.

“Também é indicado o exame para diagnóstico da disfagia, o videodeglutograma, o teste de deglutição por radioimagem, que é considerado padrão ‘ouro’ dentro da medicina para este tipo de diagnóstico. O fonoaudiólogo centrará suas considerações de tratamento com base no videodeglutograma”, acrescenta.

Mito ou verdade?
É comum ouvirmos por aí que quando alguém engasga a dica é levantar as mãos para cima. Mas será que existe alguma relação entre esse procedimento e a melhora do quadro? A doutora Carla esclarece:

“É mito. O ideal é tossir e posicionar o tronco para frente, para que, por ação da gravidade, o alimento saia. Caso fique parado na garganta, é preciso buscar imediatamente um posto de saúde ou hospital para atendimento”, orienta.

‘Morrer engasgado’ é força de expressão?
Outra expressão muito comum é quando, diante de um engasgo, as pessoas dizerem que ‘quase morreram engasgadas’. Seria um exagero ou isso, de fato, pode acontecer? Segundo a especialista, infelizmente isso pode acontecer.

“Principalmente com alimentos sólidos, os quais são colocados na boca em pedaços grandes e mal mastigados. Outro fator importante que leva a engasgos mais sérios é a falta de dentes. Este tipo de engasgos com sólidos pode levar à obstrução das vias aéreas inferiores, causando sufocação e expondo a vida a riscos”, resumiu. (Carla Maffei é professora titular no Curso de Especialização e Residência em Otorrinolaringologia do Hospital da Cruz Vermelha do Paraná e Universidade Positivo)


oblogdeianco.com.br com Assessoria