quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Indenizações do Seguro DPVAT aumentam 240,6% em 9 anos na PB

(Foto: Divulgação)
O número de indenizações pagas pelo Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT) a condutores de motos e ciclomotores aumentou 240,6% na Paraíba entre 2009 e 2018, saltando de 1.877 para 6.393.

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (28) e fazem parte do boletim especial ‘Motocicletas e Ciclomotores Dez Anos’, produzido pela Seguradora Líder, administradora do DPVAT.

O seguro é destinado a qualquer cidadão acidentado em território nacional, seja motorista, passageiro ou pedestre, e oferece três tipos de coberturas: morte, no valor de R$ 13,5 mil; invalidez permanente, de R$ 135 a R$ 13,5 mil; e reembolso de despesas médicas e suplementares de até R$ 2,7 mil.

Segundo o documento, que traz o detalhamento de indenizações por cada modalidade de pagamento, houve um aumento de 70,5% no pagamento de indenizações por morte de condutores de motos e ciclomotores, saindo de 393 em 2009 para 670 em 2018.

Em indenizações por invalidez permanente o crescimento foi ainda maior entre 2009 e 2018, contabilizando 5.150 pagamentos no ano passado contra 1.148 em 2009, uma alta de 348,6%. A outra modalidade de pagamento, despesas médicas, também teve elevação de números (70,5%), indo de 336 indenizações em 2009 para 573 em 2018.

No total, entre 2009 e 2018, foram pagas 69.364 indenizações através do Seguro DPVAT a condutores de motos e ciclomotores no estado.
Dados nacionais

Nos últimos dez anos, o Seguro DPVAT pagou mais de 3,2 milhões de indenizações por ocorrências envolvendo os dois tipos de veículos. Deste total, quase 200 mil pessoas morreram e 2,5 milhões ficaram com algum tipo de invalidez permanente.

Os números ainda mostram que, na última década, os benefícios destinados a vítimas de acidentes com motos e as “cinquentinhas” representam cerca de 72% do total de pagamentos efetuados pelo seguro obrigatório (4,5 milhões).

Entre 2009 e 2018, as indenizações pagas pelo Seguro DPVAT cresceram 28%. Quando observadas apenas as ocorrências com motocicletas e ciclomotores, o aumento foi de 72%. Os casos de invalidez permanente por conta de acidentes envolvendo essas categorias de veículos são os que mais chamam atenção, com crescimento de 142% na comparação entre 2009 e 2018. Já os pagamentos por acidentes fatais aumentaram 14%.

Entre as regiões brasileiras, o Sul concentrava a maioria das indenizações pagas por acidentes com motocicletas e ciclomotores (55.007 benefícios pagos) em 2009. No entanto, com um crescimento de frota de mais de 137% nos últimos 10 anos, o Nordeste se tornou a área que mais conta com vítimas indenizadas pelo Seguro DPVAT em função de ocorrências com motos.

No recorte por estado, São Paulo lidera o ranking em quantidade total de indenizações pagas. Em dez anos, foram 344.134 pagamentos, destes, 27.198 por morte. O Ceará é o segundo colocado, com mais de 335 mil benefícios pagos.

Vítimas
Quanto ao perfil das vítimas, os motociclistas são os mais atingidos nos acidentes com motocicletas e ciclomotores. Entre 2009 e 2018, mais de 2,3 milhões de vítimas foram indenizadas na condição de motoristas. O número representa mais de 71% do total de benefícios pagos por ocorrências com motos no período.

A maioria dos condutores (75%) ficou com algum tipo de sequela definitiva após o acidente, concentrando mais de 1,7 milhões de pagamentos. Se comparado o ano de 2009 com o de 2018, houve um aumento de 125% nos casos de invalidez permanente entre condutores.

Os pedestres são o segundo tipo de vítima que mais corre risco nos acidentes com motocicletas e ciclomotores. Em dez anos, foram pagas mais de 493 mil indenizações a pessoas que se deslocavam a pé no momento da ocorrência.

Após ser atingida por uma moto ou ciclomotor, a maioria também ficou com algum tipo de sequela definitiva: foram mais de 417 mil sinistros pagos a pedestres vítimas de invalidez permanente no período. Entre 2009 e 2018, o aumento foi de 254%.

As estatísticas por idade seguem o mesmo comportamento. Há dez anos, os jovens de 18 a 34 anos já eram a maioria atingida, com mais de 92 mil benefícios pagos. Só no ano passado, foram 130.365 indenizações pagas para esta faixa etária.

Portal Correio