quinta-feira, 4 de julho de 2019

Questionado sobre divulgação de sua delação, Palocci defende Moro

Os ataques ao ministro da Justiça, Sergio Moro, ontem, na Câmara, não se limitaram às quase oito horas de sabatina que o ex-juiz respondeu sobre as mensagens atribuídas a ele e ao procurador Deltan Dallagnol divulgadas pelo site The Intercept.

Em outra sala próxima à que estava o ministro, onde acontecia uma sessão da CPI do BNDES, parlamentares da oposição questionaram insistentemente o ex-ministro Antonio Palocci sobre a divulgação de parte de sua delação premiada a uma semana do primeiro turno da eleição presidencial. Assim como na audiência com o ministro, os deputados levantavam suspeitas sobre a parcialidade de Moro.

No dia 1º de outubro de 2018, quando Moro ainda era juiz da Lava-Jato de Curitiba, ele derrubou o sigilo de um anexo da delação de Palocci. No dia 7 do mesmo mês, aconteceu o primeiro turno da eleição. Moro incluiu as informações delatadas pelo ex-petista na ação penal do Instituto Lula.

Palocci saiu em defesa de Moro. Argumentou que as informações que constavam no anexo que Moro liberou o sigilo já tinham sido faladas por ele em um depoimento gravado em vídeo no ano anterior e que não estava sob segredo de justiça. Argumentou que as imagens e as falas que proferiu na ocasião eram mais fortes do que às do documento que apareceu na véspera da eleição.

G1