quinta-feira, 11 de julho de 2019

Deputada Tábata Amaral explica porque votou a favor da Reforma da Previdência; "Meu voto é de consciência, não é vendido!"

Mesmo após ser ameaçada de expulsão do PDT, a deputada Tabata Amaral (SP) não abriu mão do seu voto a favor da reforma da Previdência. Na tarde desta quarta-feira (10), ela postou um vídeo em sua página no Twitter explicando porque é a favor do projeto.

“Meu voto pela reforma é um voto de consciência, não é vendido, não é por dinheiro de emendas. Segue as minhas convicções e tudo o que eu estudei até aqui. Olho pelo futuro do país”, afirmou.

Como justificativa, Tabata disse que a Previdência atualmente “tira de quem menos tem e transfere para os mais ricos”, além de aumentar a desigualdade em um quinto. Segundo ela, “a reforma que hoje votamos não pertence mais ao governo, sofreu diversas alterações feitas pelo Congresso”.

“O sim que eu digo à reforma não é sim ao governo e não a decisões partidárias. É olhar para o futuro do país”, completou.

Meu voto pela Reforma da Previdência não foi vendido, é por convicção. A bancada da educação continua lutando pela manutenção da aposentadoria especial dos professores. 


Em seu site oficial, Tabata compartilhou um extenso texto explicando as razões para sua decisão, dentre elas o fato de que a Previdência perpetua desigualdades e privilégios. Ela justificou que o Movimento Acredito, do qual faz parte, preferiu “analisar ponto a ponto a reforma proposta pelo governo” e não “ser oposição apenas pela oposição”.

“Preferimos adotar um comportamento mais propositivo, não sendo oposição apenas pela oposição, mas analisando ponto a ponto a Reforma proposta e propondo alterações aos tópicos que consideramos que, da forma como apresentados pelo governo, contribuem para aumentar desigualdades e perpetuar privilégios e irresponsabilidade fiscal”, escreveu.

Em reunião nesta terça-feira (9) com a bancada do PDT na Câmara, o presidente do partido, Carlos Lupi, disse que quem apoiar as mudanças nas regras de aposentadoria propostas pelo governo de Jair Bolsonaro será punido com o desligamento.

Jovem Pan