quarta-feira, 5 de junho de 2019

O deputado coremense Walber Virgolino é jurado de morte por duas facções criminosas, diz presidente da Assembleia da PB

O deputado estadual Walber Virgolino é jurado de morte por duas facções criminosas que atuam no País. A revelação foi do presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), deputado Adriano Galdino, que justificou o fato de, apesar de ser proibido, o parlamentar andar armado nas dependências da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB). A exceção é apenas o plenário da Casa, onde Virgolino não usa arma de fogo.

"A gente tem que entender a situação do deputado Walber Virgolino", comentou Adriano Galdino, durante entrevista de rádio, mas ele não comentou quais são as facções. Ele está trabalhando para aumentar a segurança da Assembleia Legislativa, inclusive com a instalação de detectores de metais e ampliação do quadro de seguranças. Porém, explicou que esse sistema está em processo de licitação e por isso ainda não foi providenciado o reforço.

O colunista Clilson Junior, do Portal ClickPB, divulgou, no dia 3 de maio, um documento da Polícia Federal confirmando a existência de um plano contra a vida do deputado. O documento aponta um possível esquema para matá-lo. Trata-se do relatório de nº 0035/17 emitido em 23 de fevereiro de 2017, época em que Virgolino ocupava a Secretaria de Justiça de Cidadania do Rio Grande do Norte.

Na Sejuc do Rio Grande do Norte, Walber enfrentou a rebelião mais violenta da história do Rio Grande do Norte que aconteceu em janeiro, na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, e deixou 26 mortos. Um mês após enfrentar a rebelião, ele recebeu o alerta que o PPC/RN estaria montando um plano para o executá-lo. Em junho daquele ano, Virgolino enviou uma carta ao governador Robinson Faria pedindo exoneração.

No início do mês de maio, o presidente Adriano Galdino, após reunião com os parlamentares, anunciou a proibição dos deputados andarem armados nas dependências da Assembleia. Porém o delegado de Polícia Civil Walber Virgolino foi um dos que disse que somente não usará sua arma no plenário da Casa, enquanto nos demais espaços da Assembleia não vê problema em exercer o seu direito a portar arma de fogo.

Outro deputado que também leva sua arma para a Assembleia é o Cabo Gilberto, que é policial militar.

ClickPB