segunda-feira, 24 de junho de 2019

Alunos esperam reformas da Escola Estadual Santo Antonio em Piancó

(Imagem Jordan Bezerra)
Sem um projeto de revitalização da Escola Normal Estadual Santo Antônio (ENESA), que encontra-se em situação precária e sem condições de funcionamento, a população estudantil pensa em um novo movimento para tentar conscientizar as autoridades estaduais a respeito do perigo que corre os alunos desse histórica escola. A última manifestação foi realizada em 2018, tendo a frente o pároco José Ronaldo, com o apoio de vários segmentos da sociedade piancoense. 

Fundado em 28 de agosto de 1952, o Colégio Santo Antonio (Hoje Escola Estadual Santo Antonio) pertencia à Igreja e foi comandada pelas Irmãs Carmelitas até 1986, ano que o Governo do Estado da Paraíba assumiu, portanto a escola tem história e tradição e é dotada de uma belíssima estrutura arquitetônica. No entanto, hoje se encontra em um estado precário.

"Promessas de que a reforma irá acontecer, são as mais variadas, só que nada acontece". 

O Secretário Estadual de Educação, Aléssio Trindade, já foi informado sobre a situação em que se encontra o imóvel da referida escola. 

Quando o teto desabou o engenheiro da SUPLAN esteve na escola e condenou o funcionamento da mesma naquele local.

A Promotoria de Justiça de Piancó também se envolveu nessa luta e notificou as autoridades sobre a situação da escola, pedindo agilidade para que a mesma não venha ao chão. 

Conforme apurado por nossa Redação, já existe uma Ação Civil Pública tramitando e na última movimentação, o juiz determinou a realização de inspeção.

Numa primeira audiência (conciliação),  restou determinada a realização de inspeção.

Nada foi feito de concreto, apenas alguns consertos pontuais.

A população lembra que outra escola, a Escola Estadual Beatriz Loureiro Lopes, em Piancó, foi desativada pelo então governador Ricardo Vieira Coutinho e está abandonada, tendo parte da sua estrutura física desmoronado. 

Enquanto nenhuma providência é tomada pelo atual governador João Azevedo, os alunos da Escola Estadual Santo Antonio continuam a frequentar o imóvel da escola, sob pena de aquele espaço vir a cair e causar um dano maior a todos. E de quem será responsabilidade, caso uma catástrofe ocorra? A população não quer culpar ninguém nem torce pra que um desastre aconteça. O que se pede é atenção para com os que estudam e frequentam esse estabelecimento de educação, onde parte da história de Piancó está inserido.

Antonio Cabral (DRT-PB 3085)