quarta-feira, 22 de maio de 2019

PF deflagra operação nesta manhã e cumpre vários mandados na PB; um dos alvos é o conselheiro do TCE-PB Fernando Catão

Mais uma operação da Polícia Federal foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (22), na Paraíba. Esta operação se refere a 4ª fase da Operação Xeque-Mate.

Os agentes cumprem mandados judiciais nos bairros do Altiplano e Cabo Branco, em João Pessoa. No bairro do Altiplano, a Polícia Federal se encontra em um prédio de luxo, Porto Dalion.

Informações inciais dão conta que agentes da PF também estariam cumprindo mandatos em Campina Grande. O objetivo desta etapa da operação é combater supostos atos de corrupção passiva na administração pública e atuação irregular de ONG sediada na Cidade de Campina Grande/PB. 

Informações divulgadas por uma emissora de televisão confirma que o conselheiro do TCE-PB que teve seus imoves visitados pela PF foi Fernando Catão que é tio do ex-senador Cássio Cunha Lima. Também são alvos dirigentes da Associação de Proteção Ambiental (Apam), com sede em Campina Grande. Ao todo, estão sendo cumpridos cinco mandados de busca e apreensão. Recentemente conversas pelo WhatsApp revelaram, que o ex-senador Cássio, o conselheiro Fernando Catão e o empresário preso Roberto Santiago mantinham conversas e pedidos. 

Relembre o caso:

A quarta fase da operação investiga a possível cooptação de Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba para, em benefício do Empresário Roberto Santiago, impedir a construção do Shopping Pátio Intermares, no município de Cabedelo/PB. Nesse contexto, as medidas hoje cumpridas possuem o escopo angariar elementos de prova relacionados à possível prática ilícita de concessão de medida cautelar, pelo Tribunal de Contas do Estado da Paraíba, no intuito de impedir a construção do Shopping Pátio Intermares.

A operação contou com a participação de 30 Policiais Federais, sendo realizado o cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão nas residências dos investigados (municípios de João Pessoa e Campina Grande), bem como no Tribunal de Contas do Estado da Paraíba.

Confira a nota da PF 


pbagora