quarta-feira, 6 de março de 2019

Ex-assessor de Livânia Farias, Leandro Nunes é solto pela Justiça

(Foto: Imagem compartilhada por WhatsApp)
O ex-assessor da Secretaria de Administração do Estado, Leandro Nunes, investigado na Operação Calvário, foi solto após um mês preso preventivamente. Leandro está sendo apontado como integrante de um suposto esquema responsável por desviar dinheiro da Cruz Vermelha para o financiamento de campanhas políticas no estado.

A determinação para a soltura de Leandro Nunes foi publicada na página 6, do Diário Oficial da Justiça, desta quarta-feira (6), e assinada pelo desembargador Ricardo Vital de Almeida. Ele estava detido na Penitenciária de Segurança Máxima Doutor Romeu Gonçalves de Abrantes (PB1), em João Pessoa.

No documento, o magistrado determina a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares, conforme previsto no Código de Processo Penal.

Leandro ocupava o cargo de assessor técnico de gabinete da Secretaria de Administração do Estado até o mês de janeiro, quando pediu exoneração.
Operação Calvário

A Operação Calvário foi desencadeada no dia 14 de dezembro passado, pelos órgãos do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ/Gaecc-RJ), da Paraíba (MPPB/Gaeco) e de Goiás (MPGO-Gaeco) para investigar uma Orcrim que atua Cruz Vermelha Brasileira, filial do Rio Grande do Sul, e no Instituto de Psicologia Clínica, Educacional e Profissional (IPCEP).

Na Paraíba, onde a Cruz Vermelha administra o Hospital de Emergência e Trauma da Capital, a operação teve uma segunda fase, desencadeada em 1º de fevereiro, para cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão.
Secretários foram alvos de busca e apreensão

Waldson de Souza (secretário de Planejamento) e Livânia Farias (secretária de Administração) foram alvos de busca e apreensão, além de Analuisa de Assis Ramalho. Já os mandados de prisão preventiva foram contra o empresário Daniel Gomes da Silva, Michele Louzada Cardoso e Leandro Nunes de Azevedo.
Governo diz estar aberto às investigações

O Governo do Estado divulgou, em nota, que está aberto às investigações, alegando ter sempre “adotado medidas de proteção com relação aos recursos públicos e, como prova disso, decretou a intervenção nos hospitais comandados pela Cruz Vermelha na Paraíba na semana passada”.

PortalCorreio