sábado, 16 de março de 2019

CONHEÇA VILMA FERREIRA E SUA RELAÇÃO COM A UNIB

Postada por Bruna Araujo em 15 de março de 2019
Sob indicação da Prof.ª Christine Brumini, coordenadora do curso de Fisioterapia da Universidade Ibirapuera, conversamos com a ex-aluna Vilma Ferreira. Sua trajetória em nossa instituição conta com graduação e mestrado, um trabalho premiado e muita dedicação. Conheça sua história acadêmica:

Por que você escolheu fazer o curso de Fisioterapia? Era algo que você já almejava?

Sempre gostei muito de conversar e ouvir. Inicialmente, acreditei que fazer o curso de Psicologia seria interessante, mas, em 2012, fiz a inscrição por meio do Prouni e consegui uma bolsa de 50% para cursar Fisioterapia na Universidade Ibirapuera. Também sempre gostei de ajudar o próximo e acabei me identificando com o curso no decorrer dos semestres.
Você poderia contar um pouco da sua relação com a UNIB? Quais foram os motivos que a levaram a escolher a instituição?

Sou da Paraíba e estava em São Paulo há um ano. Morava na Avenida Sabará e, em um dia, passei de carro em frente ao campus da Chácara Flora. A fachada do prédio chamou muito a minha atenção e imaginei que seria bom voltar a estudar. Assim, fiz a minha inscrição no ano seguinte.

O que você destacaria como diferenciais do curso de Fisioterapia da UNIB para outras instituições?

Com certeza a estrutura dos laboratórios, a Clínica de Fisioterapia e, principalmente, a piscina – na minha opinião, uma das melhores. Não posso esquecer o quadro de docentes, composto por mestres e doutores, todos reconhecidos. Inclusive, a biblioteca era meu lugar favorito, principalmente por conta das cabines de estudo no segundo andar. Sempre chegava mais cedo e ficava por lá estudando.

O que você mais gostou de aprender com a matriz curricular do curso?

Muitas coisas, mas gostei bastante dos estágios. Na Universidade Ibirapuera, eles são estágios supervisionados e não observacionais (o aluno só observa, não toca no paciente). Nós atendíamos os pacientes sempre com o olhar atento dos supervisores. Eles sempre ficavam por perto, orientando e esclarecendo dúvidas.

Você já tem experiências na área?

Sim. Trabalhei com atendimento home care por meio de empresas e com pacientes particulares (adultos e crianças, com Fisio Respiratória e Motora).

Você poderia contar alguma história com pacientes?

A matriz curricular do curso de Fisioterapia da UNIB conta com a disciplina “Psicologia em Saúde”, que basicamente explica para a gente a importância de trabalhar o nosso psicológico e o do paciente. Uma vez, enquanto trabalhava, uma senhora com déficit cognitivo me contou a história de vida dela. Por conta de seu passado, chorei muito. Mas a supervisora me orientou que “temos que ouvir, mas não absorver” para o nosso bem e de quem estamos cuidando.

Como os docentes do curso de Fisioterapia a ajudaram em suas conquistas?

Por meio do exemplo e história de vida de cada um. Eles nos ensinaram que as oportunidades não caem em nosso colo, temos que agir e correr atrás de nossos objetivos. Durante o curso, eles mostraram a realidade da profissão, frisaram que é importante ter amor envolvido e não apenas a busca pelo dinheiro.

Como a infraestrutura da UNIB a ajudou a aproveitar o máximo do curso?

Acredito que nada vale a parte teórica se não a colocarmos em prática. A UNIB sempre pensou com muito carinho nessa questão e, por isso, tínhamos livros e aparelhos de eletro disponíveis o tempo todo e, claro, não posso esquecer dos atendimentos aos pacientes da comunidade na Clínica de Fisioterapia.

Participei também da primeira formação da Liga Acadêmica – trabalhamos muito a questão da Fisioterapia baseada em evidência e discutíamos artigos científicos.

Após a graduação, por que você optou por um mestrado?

Em 2016, junto com a minha turma, fiz o ENADE. Fui uma das duas que mais acertaram questões e, por conta disso, fui premiada com uma bolsa de 100% para cursar o Mestrado Em Psicologia, na linha de pesquisa Psicossomática e Desenvolvimento. A coordenadora da época disse que era uma bolsa para a turma inicial, ou seja, terminei o curso de Fisioterapia no final de 2016 e, poucos meses depois, já estava entrando para o mestrado. Minha preocupação era não conseguir acompanhar o conteúdo – nunca tinha ouvido falar de alguém que tinha saído de uma graduação e direto para o mestrado.

Em 2016, meu último ano na UNIB, meu TCC ganhou o “Prêmio de Melhor Trabalho”.

Quais as principais diferenças entre um curso de graduação e um mestrado?

É difícil tentar levantar todas essas diferenças, mas consigo lembrar de uma. Na graduação, as avaliações são compostas por provas de questões abertas e fechadas No mestrado, em quase todas as aulas tínhamos que fazer alguma apresentação oral. Todos nós queríamos ser professores, trabalhar o senso crítico e propor soluções. Uma aula equivale a quase duas semanas da graduação.

Conte para a gente um pouco da escolha do tema de sua dissertação! Foi uma junção de Fisioterapia + Psicologia?

Sim. Me identifico muito com a Fisio Geronto, uma atuação frente ao paciente idoso. Então, junto com a minha orientadora, optamos em desenvolver um trabalho sobre quedas, algo comum na população idosa e que exerce muitas discussões sobre prevenção e tratamento. Trabalhamos as emoções e o estado psicológico deles, sendo que nossa amostra foi composta por idosos de instituições de longa permanência (antigamente chamadas de casas de repouso).

Como foi a orientação e a defesa de seu mestrado?

Não foi fácil, pois engravidei no começo do curso. Então, meu filho foi a algumas aulas comigo, esteve sempre ao meu lado enquanto realizava a escrita e pesquisa da dissertação e até mesmo foi em alguns encontros com a orientadora. Inclusive, a Prof.ª Wanda Pereira Patrocinio, minha orientadora, foi sempre atenciosa e em momento algum permitiu que eu desistisse, me apoiava e compreendia minha situação.

Título da dissertação do Mestrado: relação entre depressão, medo de cair e qualidade de vida com o evento queda em idosos institucionalizados.

Para você, qual é a importância de uma graduação e mestrado no âmbito profissional e pessoal?

De extrema importância, sendo que se queremos aprimorar nossas habilidades, é interessante ter um diferencial no currículo, como a graduação, a especialização e o mestrado. Aliás, estou buscando uma especialização neste exato momento.

Alguma curiosidade ou outro assunto que queira destacar?

Não, apenas gostaria de agradecer a todos os docentes que me deram uma base grandiosa para atuação na Fisio:

– Prof.ª Karina Tamy Kasawara, pela dedicação em aula, orientação no PTCC e TCC da graduação. Ela também fez de tudo para a publicação dos nossos dois artigos juntas.

– Prof. Nelson Carvas Jr e Prof.ª Mariana Artilheiro, por toda contribuição no TCC da graduação, e ao Prof. Eduardo Pompeu da USP, que contribuiu para a publicação do nosso artigo.

– Prof.ª Vanesssa Vieira Pereira, pelo seu amor a Fisio Geronto. Suas histórias e experiências me inspiram a seguir o mesmo caminho.

– Prof.ª Christine Brumini pela oportunidade em mostrar minha experiência de vida acadêmica.

– Prof.ª Wanda Pereira Patrocinio, a minha orientadora do mestrado.

oblogdepianco.com.br com Assessoria