sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Paraíba registra superlotação em presídios há mais de oito anos


(Foto: MaisPatos)
A Paraíba enfrenta superlotação em unidades prisionais há mais de oito anos. De acordo com Anuário da Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (31) pelo Governo do Estado, em 2018 foram registrados 12.447 detentos. Porém, o número diverge do apresentado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Segundo o CNJ, há 13.189 presos no estado. O mesmo levantamento traz que só existem 6.565 vagas nas prisões paraibanas, o que representa um déficit de 5.430 postos.

Der acordo com o Anuário de Segurança, o número de detentos na Paraíba apresentou uma alta de 54,5% em 2018 em relação ao ano de 2010, quando eram 8.052 presos, já acima da capacidade prevista.

Confira o crescimento no quadro abaixo:


Para o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários da Paraíba, Manoel Leite, as condições de trabalho e a estrutura das unidades prisionais do estado são precárias. Ele afirmou que em oito anos do governo Ricardo Coutinho não foram criadas nenhuma vaga nos presídios, enquanto a população carcerária subiu quase 55%.

“No governo Ricardo Coutinho, ele não criou uma vaga. Foi o único governador que não criou uma vaga para a prisão. Hoje todas as unidades prisionais, da cadeia ao presídio, são totalmente superlotadas. A Paraíba só teve criação de vagas nos governos Maranhão e Cássio”, declarou, referindo-se aos ex-governadores José Maranhão e Cássio Cunha Lima.

Outro ponto apontado por Manoel foi a falta de equipes nas unidades. Segundo ele, hoje há uma defasagem no quadro de aproximadamente 300 agentes. Há muitos profissionais que estão trabalhando inclusive nos dias de folgas. Leite disse ainda que houve momentos em que presídios com mais de mil presos tinham aproximadamente 15 agentes de plantão.

“Estamos pedindo ao governo a realização de um novo concurso público para tentar reforçar um pouco a segurança. Inclusive hoje, a segurança só é feita porque os agentes trabalham durante a folga, em um plantão extra. Muitos vivem diretamente nas unidades prisionais, vão em casa só visitar a família. Temos o pior salário do país”, finalizou.

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