sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

João ignora operações do MP e Gaeco e manterá contrato com a Cruz Vermelha


Ignorando a operação ‘Calvário’, do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ -Gaecc/RJ), da Paraíba (MPPB/Gaeco) e de Goiás (MPGO-Gaeco), que culminou na prisão de toda a cúpula da Cruz Vermelha Brasileira – filial do Rio Grande do Sul, que presta serviços ao Governo do Estado da Paraíba, o governador João Azevedo (PSB) disse que manterá o contrato existente entre o executivo e a instituição.

Segundo investigação, a organização criminosa obteve acesso a mais de R$ 1,1 bilhão em recursos públicos, para a gestão de unidades de saúde em unidades da Federação, a exemplo da Paraíba. Além de desviar recursos públicos, a organização criminosa ainda se apropriou indevidamente de recursos privados que haviam sido confiados à Cruz Vermelha Brasileira.

De acordo com os órgãos do MP, por intermédio desses mecanismos, foram desviados milhões em recursos públicos da saúde, no período entre julho de 2011 até agora, sendo certo que tal estimativa é muito inferior ao valor real do dano causado ao patrimônio público, dado que somente foram computadas as despesas da CVB-RS com uma pequena parcela de fornecedores que prestam serviços em unidades de saúde do Município e do Estado do Rio de Janeiro, notadamente não alcançando os desvios de recursos públicos decorrentes da atuação da organização criminosa no Estado da Paraíba, onde a mesma vem auferindo centenas de milhões de reais, desde o ano de 2011.

Questionado, João Azevedo disse entender que as irregularidades apontadas nas investigações apontam irregularidades entre a Cruz Vermelha e suas contratadas, não suas contratantes, no caso, o Governo do Estado. “É preciso entender, o Estado da Paraíba tem contrato com a Cruz Vermelha, a Cruz Vermelha tem contratos com fornecedores e com outras empresas. O que vi, através da imprensa, é que foi identificado irregularidades nessa relação da Cruz Vermelha com fornecedores, não é com relação ao Governo do Estado”, disse. “Da mesma forma que nós fazemos uma obra, quando você contrata uma obra, você contrata uma empresa para que ela construa um prédio, você não acompanha os contratos com seus fornecedores de ferro, cimento”, completou.

Fonte Paraíba Rádio Blog