sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Esquerda reclama do novo salário-mínimo por pura demagogia

(Arquivo/Agência Brasil)
A esquerda resolveu reclamar do novo salário-mínimo por pura demagogia. Bolsonaro, o insensível, o preconceituoso, aquele que não liga para os pobres, decidiu reduzir o piso do salário. Monstro! Fernando Haddad, o petista que perdeu a eleição, partiu para o ataque.

A economista Renata Barreto colocou os pingos nos is, explicando a falácia do petista: “Haddad sabe que o salário-mínimo segue uma regra, assinada na época de Dilma Rousseff, em que se leva em consideração o PIB de dois anos antes e a inflação do ano anterior (usando o índice INPC). Mas para ele, desde sempre, o que importa é mentir e manipular. O valor divulgado de R$1.006,00 era apenas uma PREVISÃO, de acordo com a expectativa de inflação. Como a inflação foi menor do que o esperado, também ficou menor o salário-mínimo. Todo esse orçamento foi aprovado no governo Temer, apenas assinado pelo novo Presidente.”

Além da regra que Bolsonaro não escolheu, vale notar que o salário-mínimo não é positivo para os mais pobres.

Para entender isso, vamos a um exemplo hipotético: João é jovem, inexperiente e sem muita qualificação. Ele está começando sua vida profissional. Em consequência, sua produtividade é baixa. Reconhecendo isso, ele está disposto a receber um salário de R$ 800. Paulo é um microempresário que pretende contratar mais um funcionário. Ele pode pagar até R$ 800 de salário, o que, acrescido dos encargos trabalhistas, custaria o dobro à empresa. Pelo visto, uma troca voluntária e mutuamente benéfica. Mas há um obstáculo no caminho: o governo.

Há duas alternativas quando o governo impede essa transação: ou Paulo desiste de contratar João; ou eles fecham um acordo à margem da lei. Desemprego ou informalidade. Com tantas “conquistas” trabalhistas impostas pelo governo e distantes da realidade do nosso mercado de trabalho, alguém ainda fica surpreso com a imensa informalidade no Brasil?

Quando a economia é vista como um bolo fixo e o empresário como um explorador, então parece razoável demandar do governo uma proteção do lado mais fraco nesta batalha. Mas não é nada disso que acontece na realidade. Em uma economia livre, as empresas se esforçam para atender da melhor forma possível seus clientes, e com isso aumentar tanto lucros como salários. Mas para isso é necessário um aumento de produtividade das empresas. Por decreto estatal a coisa não funciona.

O salário de livre mercado é basicamente resultado da produtividade do trabalhador. É por isso que os trabalhadores alemães ganham tão mais que os brasileiros, e não porque seu governo é mais bondoso.

Ninguém vibra com um salário baixo, mas é preciso saber como aumentá-lo de forma sustentável. E isso se faz com investimento em capital humano e um ambiente de ampla liberdade econômica, além de menores encargos trabalhistas. Bandeiras do governo Bolsonaro, diga-se.

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