segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Em Piancó, Casos de Depressão e Síndrome do Pânico vem aumentando a automedicação; Entenda

(Reprodução/Imagem Ilustrativa)
Nos últimos tempos a classe médica vem demostrando preocupação com a automedicação, por parte de pessoas que se sentem angustiadas, melancólicas, depressivas e com sintomas claros de síndrome do pânico. A cidade de Piancó conta com residências terapêuticas e equipes preparadas para anteder casos dessa natureza. Mas o inibismo de algumas pessoas só faz aumentar a automedicação. Muitos temem se expor e por consequência, ter sua vida bagunçada pelas várias interpretações de familiares e amigos que, na maioria, não entende esses fatores emocionais e chegam até a recriminar quem expõe seus problemas. Há casos de pessoas que preferem o anonimato [sem dividir o problema com um profissional] por que teme ter seu nome como alguém incapaz de assumir qualquer função pública ou particular e, perder seu emprego. Não é fácil para essas pessoas enfrentar tudo isso.

O uso de psicotrópicos nos últimos anos mostrou-se crescente na sociedade, possivelmente por causa das novas cobranças do mundo atual que representam um papel importante nesse processo. Desde o seu surgimento os medicamentos são essenciais para o tratamento das mais diversas patologias, entre as quais os transtornos mentais, onde são usados, principalmente medicamentos psicotrópicos. Essas substâncias afetam diretamente o humor e o comportamento, pois, apresentam uma ação complexa que abrange a atividade dos neurotransmissores centrais, com implicações sistêmicas no organismo. Assim sendo, seu consumo abusivo pode resultar em graves consequências à saúde dos usuários, ou ainda na interação medicamentosa, inclusive, levando à dependência. (Marcela Nasario e Milena Mery da Silva)

Falar sobre depressão é sempre necessário e impostergável
No ano de 2017 esse foi o tema  mais explorado, pois foi eleito o ano de combate à depressão pela Organização Mundial de Saúde (OMS), com o lema “vamos conversar?”; tendo como objetivos eliminar os estigmas, disseminar informações e incentivar as pessoas a buscarem ajuda e tratamento.

Considerando a importância do tema Depressão, cabe ressaltar que a estatística mundial, segundo a OMS, estimada em que mais de 300 milhões de pessoas sofrendo de depressão (dados de 2015), sendo que só no Brasil são 11 milhões (dados de 2013). E que até 2020 será a segunda causa mais incapacitante em países desenvolvidos e a primeira em países em desenvolvimento.

O que é Síndrome do pânico?
A síndrome do pânico é um tipo de transtorno de ansiedade no qual ocorrem crises inesperadas de desespero e medo intenso de que algo ruim aconteça, mesmo que não haja motivo algum para isso ou sinais de perigo iminente.

Síndrome do pânico tem cura?
Embora seja difícil alcançar a cura completa do transtorno. A taxa de recaída da síndrome é bastante elevada e a maioria das pessoas volta a sofrer ataques de pânico. O tratamento mais eficaz para a síndrome do pânico consiste na combinação de medicamentos com psicoterapia.

Quem sofre do Transtorno de Pânico sofre crises de medo agudo de modo recorrente e inesperado. Além disso, as crises são seguidas de preocupação persistente com a possibilidade de ter novos ataques e com as consequências desses ataques, seja dificultando a rotina do dia a dia, seja por medo de perder o controle, enlouquecer ou ter um ataque no coração.

Os medicamentos mais usados para o tratamento dos sintomas de síndrome do pânico são:

-Alprazolam.
-Alenthus XR.
-Anafranil.
-Apraz.
-Assert.
-Clomipramina.
-Clonazepam.
-Citalopram.

Como ajudar alguém que sofre de Síndrome do Pânico/Ansiedade
A síndrome do pânico não é frescura, bobagem ou loucura. Nunca diga a uma pessoa que apresenta sintomas de pânico que ela não tem nada demais ou que é fraqueza dela. A síndrome do pânico é um problema real que deve ser levado a sério. É importante saber que a pessoa já sofre o bastante com os sintomas da doença, fazê-la se sentir fraca ou perturbada mentalmente é muito cruel e absolutamente desnecessário. A pessoa não é fraca nem covarde, apenas está doente e precisa de ajuda.

Depoimento - A Síndrome do Pânico não poupa ninguém. O Padre Fábio de Melo, por exemplo, tem exposto constantemente a sua luta contra a síndrome do pânico. É comovente ver e ouvir seus relatos nos principais programas de televisão do Brasil além das constantes partilhas nas redes sociais sobre sua dor. O religioso, assim como outros artistas, ao expor o problema, tem despertado uma importante reflexão sobre a Síndrome do Pânico e mostrado a necessidade de tratamento e apoio dos familiares e amigos.

Qual a função dos CAPS?
Os CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) consistem em centros de atenção à saúde mental da comunidade, eles surgiram após a reforma psiquiátrica no Brasil que visou a humanização do tratamento e sua desinstitucionalização, ou seja, a diminuição dos leitos psiquiátricos, restringindo esses apenas a pessoas com distúrbios mentais graves e impossibilitados do convívio social.

Entre as funções do CAPS podemos destacar:
Monitorar casos de distúrbios mentais leves e moderados diariamente, evitando assim a superlotação dos hospitais psiquiátricos.

Tratamento
O tratamento é medicamentoso, com administração de ansiolíticos e antidepressivos, dependendo do caso. Sem os remédios, a tendência é a piora do quadro e o prognóstico tende a ser depressão e, eventualmente, chega a provocar tentativas de suicídio.

Em Piancó, o Município dispõe de um Centro de Apoio Psicossocial, a exemplo do CAPS TM, denominado de Unidade: CAPS TM JOÃO GALDINO DA COSTA,  e está localizado no seguinte Endereço: RUA LUIS RUFINO FERREIRA, S/N, Bairro: OURO BRANCO CEP: 58765000; Cidade: Piancó – PB – (Código Ibge251130); Telefone: (83)34522212; CNES: 3470202

Como funciona o tratamento no CAPS?
Para receber atendimento no CAPS o paciente pode procurar uma unidade por livre e espontânea vontade, ou ele pode ser encaminhado pela Estratégia Saúde da Família ou alguma outra instituição. Ao chegar, o paciente é analisado pelo profissional de plantão, para entender o quadro clínico que ele se encontra.

Cada paciente possui um Terapeuta de Referência, acompanhando o caso, e assim criando uma relação de confiança importante para esses tipos de pacientes. O Terapeuta é responsável por realizar o Projeto Terapêutico Singular (PTS), que são uma série de atividades e terapias do paciente dentro do CAPS, como por exemplo, sessões de psicoterapia, consultas médicas, oficinas terapêuticas, entre outras atividades.

O paciente deve iniciar seu tratamento no modo intensivo, e conforme tenha melhoras significativas no seu quadro clínico deve migrar para o semi-intensivo e posteriormente, não-intensivo.

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