quinta-feira, 29 de novembro de 2018

PB: Mais de 76% das vagas do Mais Médicos são preenchidas por equipes da atenção básica

Das 128 vagas abertas pelo Programa Mais Médicos, na Paraíba, 98 foram preenchidas por profissionais que migraram do Programa Estratégia Saúde da Família, de acordo com a presidente do Conselho das Secretárias de Saúde Municipais da Paraíba, Soraya Galdino. O número representa 76,5% do total de vagas preenchidas e o motivo está nas vantagens que o Mais Médicos apresenta.

Soraya Galdino também é secretária municipal de Saúde da cidade de Itabaiana. Ela conta que perdeu três dos dez médicos de Saúde da Família que ela tinha. Afirma ainda que as condições ofertadas pelo programa se mostram mais atrativas do que as do município, que paga R$ 10 mil via contrato, sem previsão de férias e com carga horária de 40 horas semanais.

Segundo ela, a migração aconteceu porque o médico tem mais vantagens no programa Mais Médicos, com uma carga horária de 32 horas semanais e o recebimento de uma bolsa no valor de R$ 11,8 mil, sem pagamento de imposto, além do direito a férias. "O médico vai atrás do que é mais vantajoso e agente não pode recriminar", declarou.

Soraya Galdino ainda explica que cada unidade básica, para funcionar com toda equipe preconizada pelo Ministério da Saúde, gasta, em média, R$ 35 mil por cidade. No entanto, quando um dos médicos saem, "essa diferença é o município que paga".

Vagas preenchidas
As inscrições para o Programa Mais Médicos começaram no dia 21 de novembro e no dia 25 do mesmo mês a Secretaria de Estado da Saúde (SES) já havia anunciado que todas as 128 vagas foram preenchidas, inclusive nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI).

A apresentação aos municípios dos profissionais já alocados é imediata e vai até 14 de dezembro. O médico deve entregar todos os documentos exigidos no edital.

Pelo menos cinco profissionais selecionados pelo novo edital do Programa Mais Médicos já estão trabalhando na Paraíba. Segundo a lista do Ministério da Saúde, os médicos já foram efetivados nas cidades de Cabedelo, Picuí, São José de Princesa e Sumé, e no Distrito Sanitário Especial Indígena Potiguara, que abrange aldeias nos municípios de Baía da Traição, Marcação e Rio Tinto.

G1