quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Tovar lamenta tentativa de Ricardo em jogar culpa da fuga no PB1 para os campinenses

O deputado estadual Tovar Correia Lima (PSDB) utilizou a tribuna na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), nesta terça-feira (11), para falar dos problemas na segurança pública e da tentativa do Governo do Estado de associar o seu nome e do prefeito Romero Rodrigues (PSDB) a um dos detentos que participou da fuga em massa da Penitenciária de Segurança Máxima Romeu Gonçalves Abrantes, o PB1. O parlamentar afirmou que ao invés de assumir a responsabilidade pela ação, ele prefere jogar a culpa da invasão do presídio para os campinenses. “Campina Grande me conhece! O povo da minha cidade não admite que um filho seu seja tratado dessa forma, de modo a tentar achincalhar sua honra. Quando se faz isso, está se tentando jogar na lama o nome de toda uma cidade e de sua gente”, disse.

Tovar afirmou que é irresponsável e criminosa qualquer associação do seu nome a práticas delinquentes. “Sou um deputado de Campina Grande. Sou marido, pai, filho, irmão, tio e amigo de muita gente! Eu tenho uma história e um nome a zelar. Tenho muito respeito por toda a trajetória de vida da minha família. Eu sou filho de um funcionário aposentado do Banco do Brasil, Fernando Correia lima, e neto de Chiquinho Caroca, homens íntegros, conhecidos por toda Campina e por boa parte da Paraíba. Os valores e a honradez que aprendi com eles, eu vou carregar até os meus últimos dias de vida e não vou admitir que tentem manchar essa trajetória”, destacou.

O tucano afirmou que a Paraíba hoje é chacota nacional pelo livre acesso de bandidos em um presídio que deveria ser de segurança máxima. Ele falou que a culpa não é da polícia, pois ela não conta com arma de qualidade, coletes, viaturas, salários dignos, treinamento e inteligência para combater o crime.“Nosso estado está desmoralizado! Bandido aqui entra em quartel e mata policial, invade presídio de segurança máxima e interdita vias”, disse.

Tovar ainda pediu que o governador e seus assessores usem o tempo que gastam tramando o mal para cuidar da segurança pública, verdadeiramente, investigar melhor e explicar a morte de Bruno Ernesto, que foi assassinato com armamento da polícia. De acordo com o deputado, Bruno sabia muito, tinha ligação ao Jampa Digital, assunto indigesto para o governador Ricardo Coutinho. “Portanto, eu espero que não precise mais abordar esse assunto, pois a minha vontade é debater futuro, falar de projetos e discutir soluções para esse caos que vivemos”, finalizou sua fala.

Assessoria de Imprensa