sábado, 15 de setembro de 2018

Sem eira nem beira

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Ceilândia, a maior cidade do DF, não possui unidades de acolhimento para abrigar pessoas em situação de rua.

O número de pessoas em situação de rua no Distrito Federal tem aumentado ao longo dos últimos dois anos, de acordo com o levantamento feito em 2012. Em Ceilândia há cerca de 2.512 pessoas morando na rua, sendo 25,50% destes são crianças e adolescentes que por falta de casas de acolhimentos dormem na rua.

A atual Diretora Social da Administração Regional de Ceilândia, Adelci Figueireido afirma que: " As antigas gestões não tinham um olhar voltado para os desabrigados. E que em parceria com a SEDEST (Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda) estamos com projetos de construção de Centros POP`S( Centro especializado para a população em situação de rua). Enquanto isso fazemos ações de politicas publicas. Como o Circuito Cidadão no qual aconselhamos estas pessoas a irem se hospedarem em ONG 's parceiras com ajuda de psicólogos, psiquiatras e assistentes sociais, pois lá terão consultas médicas, tratamento estético, atividades culturais e expedição de documentos."

Em Taguatinga, uma cidade próxima a Ceilândia, existe um albergue para desabrigados, porém alguns preferem a rua por considerar um lugar impróprio para se hospedar. " O albergue de Taguatinga é muito sujo e de muita gente, da ultima vez que estive lá vi ratos enormes e os funcionários nos tratam como excremento social, um lixo." afirma Yara Silva, ex-frequentadora do albergue.

A SEDEST por meio da assessoria de imprensa alegou que está desenvolvendo uma serviço de abordagem social chamado Cidade Acolhedora, no qual por meio de triagens enviam desabrigados para casas filantrópicas de acolhimento como a Casa Santo André no Gama e para atender a grande demanda de desabrigados que procuram ajuda estão construindo mais unidades de acolhimento nas grandes cidades satélites do DF.

Bené Alves
Maria Helena
Natanael Frós