sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Como planejar o 13º salário dos colaboradores? Confira

(Reprodução)
Com o final do ano se aproximando, muitos empreendedores podem enfrentar problemas para o pagamento do 13º salário. Afinal, como planejar o 13º salário e se livrar do impacto nas finanças?

Primeiro é preciso entender como funciona o 13º salário e de que maneira é calculado. Basicamente, se trata do que é conhecido como gratificação de Natal, que foi sancionada no Brasil por meio da Lei 4.090 de julho de 1962. Essa lei trabalhista garante que o trabalhador tenha um ‘salário extra’ e receba o equivalente a 1/12 avos.

O consultor, Adriano Nodari, exemplifica:

“Um funcionário pediu um adiantamento em setembro, neste caso, a primeira parcela do 13º salário é paga equivalente à metade do salário de agosto. Essa primeira parcela do 13º não tem descontos.”

Já a segunda parcela do benefício se refere ao salário bruto do mês de dezembro, com descontos como: adiantamento da primeira parcela, o INSS e o Imposto de Renda (IR): “Se for um caso de funcionário contratado no meio do ano, por exemplo, o benefício sofre redução”, acrescenta Nodari.

Em matéria publicada pelo Jornal Contábil, é possível ver exemplos de cálculos do 13º salário com o esclarecimento de algumas dúvidas (confira).

Como planejar o 13º salário? Saiba calcular
O cálculo do 13º salário funciona da seguinte forma: primeiro o salário bruto é dividido por 12. O resultado é multiplicado pelo número de meses em que o funcionário trabalhou até outubro. Este cálculo é feito em outubro, porque a primeira parcela é paga em novembro. O colaborador que começou a trabalhar em novembro já não pode receber o 13º.

De que maneira o empreendedor pode programar o 13º salário? Nodari orienta que primeiramente é necessário que seja analisado o impacto que o pagamento do 13º salário trará ao caixa da empresa e se pense em como fazer o que é chamado de provisionamento mensal de recursos:

“O empreendedor pode depois de calcular um doze avos do salário líquido, ir depositando o valor em uma conta aberta destinada apenas para isso. O importante é não mexer de maneira alguma nesse valor para garantir o benefício aos funcionários no final do ano, sem grandes impactos nas finanças do negócio”.

Outra dica dada pelo consultor de como planejar o 13º salário é saber aproveitar os momentos de maior lucro da empresa (picos) para fazer esse provisionamento:

“Geralmente, há alguns períodos no decorrer do ano em que o negócio lucra mais, o ideal é que o empreendedor aproveite a oportunidade para separar um valor do lucro em prol do 13º dos colaboradores”.

Muitos empreendedores não pensam em como planejar o 13º salário, neste caso, o que fazer para conseguir pagar o benefício aos funcionários?

Nodari orienta duas soluções para o problema:

O empreendedor pode recorrer ao autofinanciamento, e desta forma, se utilizar das finanças pessoais para cobrir essa despesa da empresa;
Pode pedir empréstimo a terceiros.

Em último caso, se o empreendedor não focou em como planejar o 13º salário, pode recorrer ao aspecto legal, ou seja, se compromete a pagar multas administrativas decorrentes do não pagamento do benefício.

Vale lembrar que o não pagamento do 13º salário pode impactar gravemente na desmotivação dos colaboradores e qualquer empresa que chegue a esse ponto coloca em risco a própria reputação e produtividade, já que a equipe descontente e sem os benefícios previstos em lei, deixará de cumprir com as suas obrigações com a mesma dedicação, pois se sentirá lesada.

“O ideal para evitar transtornos é que o empreendedor pense em como planejar o 13º salário logo no final do ano anterior com vista no próximo ano, assim, poderá programar o benefício trabalhista sem grandes impactos no caixa da empresa”, orienta Nodari.

Os custos trabalhistas como 13º salário, férias, jornada de trabalho, hora extra e todos os demais encargos, compõem o planejamento financeiro.
Nodari Consultoria