quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Preservar a Memória e as Raízes de Piancó

Clodoaldo Brasilino Filho*
Ao ler seu texto sobre a questão de se preservar a memoria as raízes do nosso povo, veio-me de imediato a ideia de como, piancoense que sou, e sem usar de modéstia alguma, conhecedor da história de e do patrimônio cultural da nossa terra, fazer algumas considerações sobre o assunto.

A propósito de fomentar uma reflexão sobre a importância das raízes cuturais de um povo no sentido da afirmação de sua identidade, nesse sentido é primordial ter conhecimento e manter viva na memória de nosso povo, as suas próprias origens.

Conceituar Cultura não é uma fácil tarefa, quando não se tem compromisso algum com a Cultura de sua terra. "Uma terra que não cuida de sua cultura, não preserva suas próprias raízes e tradições e acaba se perdendo no vazio de sua história".

Perceber-se a importância de se conhecer as tradições, as raízes e a preservação do seu patrimônio histórico, é contribuir para o engrandecimento social, econômico e cultural de uma cidade.

Quem não vive suas próprias raízes, não tem sentido de vida do ponto de vista cultural. O futuro nasce do passado que não deve ser cultuado como mera recordação, e sim para o crescimento no presente em em direção ao futuro.

Não devemos ser presos ao passado, nem radicalmente conservadores, mas precisamos ser legítimos e só as raízes e tradições nos dão legitimidade. O turismo de um município e uma ferramenta que une valorização cultural e defesa do patrimônio histórico. Preservar nossa memória, é essencial, para direcionarmos nosso futuro. Só sabemos seguramente para onde ir, quando entender de onde viemos. A identidade de um povo está no seu passado, na sua cultura telúrica. Não só na sua cultura própria, mas sobretudo na cultura de sua comunidade. Contudo as gestões públicas não se preocupam muito com os movimentos que mantém a chama da identidade do povo e a sua cultura.

Mas sua cultura está diretamente ligado ao seu passado. Piancó tem um passado de tradições, não só de seus homens próceres, mas especialmente de seu patrimônio histórico que precisa ser preservado, mas que ao longo dos anos vem sendo corroído pela inercia de uma sequencia de dezenas de gestores que por Piancó tem passado. Todos são responsáveis pela corrosão dos nossos monumentos, praças, edificações, etc. E esse patrimônio é o testemunho mudo, porém, valioso, de um passado distante. Serve para transformar as gerações posteriores, episódios históricos que neles tiveram lugar, como também serviram de referência urbana aos filhos da terra, como há tantos outros que por ali passaram. "Uma cidade que tem seu patrimônio cultural esquecido, é como um homem sem memória".

*Historiador/Colaborador

oblogdepianco.com.br