domingo, 8 de julho de 2018

Mesmo afastado da FPF, Amadeu Rodrigues articula derrubada do novo presidente

Quando foi afastado da Federação Paraibana de Futebol (FPF), por decisão da juíza Shirley Abrantes Moreira Régis, titular da 4ª Vara Criminal da Comarca de João Pessoa, o presidente afastado da entidade, Amadeu Rodrigues, e outros investigados na Operação Cartola sofreram sanções cautelares que os impediam, dentre outras coisas, de terem contato entre si e com testemunhas.

Entretanto, denúncias chegadas ao conhecimento do blog, feitas por clubes e dirigentes de ligas que se sentiram coagidos, dão conta de que os dirigentes denunciados estariam descumprindo as medidas, convocando assembleias gerais e articulando a queda do presidente interino da FPF, Nosman Barreiro, através de grupos de WhatsApp. A Polícia Civil já estaria de posse do material que pode levar Amadeu e os investigados à prisão em flagrante por descumprimento de medida cautelar.

O presidente do Conselho Fiscal, Marcélio Braz, apesar não de ter sido submetido às medidas, é investigado e pode ser preso em flagrante também por obstrução às investigações. Segundo o artigo que versa sobre a penalidade para quem promove organização criminosa, cuja a reclusão pode chegar a 8 anos de prisão, “nas mesmas penas incorre quem impede ou, de qualquer forma, embaraça a investigação de infração penal que envolva organização criminosa”.

As medidas impostas pela juíza incluem ainda: 1) comparecimento uma vez por mês, no cartório judicial da vara, entre os dia 1 e 10, para informar e justificar atividades; 2) proibição de se ausentar da Comarca de onde residem sem autorização judicial; 3) obrigação de recolhimento domicilar no período noturno, das 21h até as 5h; 4) proibição de acesso ou frequência a entidades desportivas paraibanas – Federação Paraibana de Futebol (FPF), Tribunal de Justiça Desportiva de Futebol da Paraíba (TJDF-PB) e Comissão Estadual de Árbitros de Futebol da Paraíba (Ceaf-PB), bem como quaisquer eventos esportivos atrelados ao futebol paraibano, mantendo distância mínima de 400 metros; e a obrigação de entrega do passaporte.

De acordo com a denúncia oferecida pelo Ministério Público da Paraíba, Amadeu e outros 16 denunciados faziam parte de uma organização criminosa que visava obter vantagens econômica, política e associativa através do controle e da manipulação de jogos e resultados, em conluio com a Comissão de Arbitragem, dirigentes de clubes e com Tribunal de Justiça Desportiva da Paraíba. Eles responderão na Justiça por organização criminosa, falsidade ideológica e crimes contra o futebol (Estatuto do Torcedor).

blog de Tião Lucena