quarta-feira, 4 de julho de 2018

Eike é condenado a 30 anos de prisão e a pagar multa de R$ 53 milhões

(Fernando Frazão/Agência Brasil)
O juiz Marcelo Bretas condenou o empresário Eike Batista a 30 anos de prisão e a pagar uma multa de R$ 53 milhões em processo que apura seu envolvimento no esquema de corrupção coordenado pelo ex-governador Sérgio Cabral (MDB). Eike foi condenado pela acusação de pagar US$ 16,5 milhões ao emedebista. Ele chegou a ser preso na Operação Calicute em janeiro de 2017.

O próprio Cabral e sua esposa, Adriana Ancelmo, também foram condenados a 22 anos e 8 meses de prisão, e a 4 anos e 6 meses no regime semiaberto, respectivamente. O juiz também impôs pena de 22 anos de prisão ao ex-vice-presidente do Flamengo Flavio Godinho, considerado braço-direito do ex-bilionário. Cabe recurso contra a decisão.

“A arquitetura criminosa foi engendrada pela própria empresa (de Eike), sendo de muito difícil detecção para os órgãos de investigação, e não por acaso durante muitos anos o condenado logrou evitar fossem tais esquemas criminosos descobertos e reprimidos. Trata-se de pessoa que, a despeito de possuir situação financeira abastada, revelou dolo elevado em seu agir", diz o juiz, conforme o colunista Lauro Jardim, do Globo.

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