terça-feira, 3 de julho de 2018

Dispara o número de mulheres militares que vão concorrer às eleições

Como milhões de mulheres no país, Fátima Souza chefia seu lar desde o divórcio, há 11 anos. Ela conta que, desde então, é “pai e mãe” e cuidou sozinha dos cinco filhos enquanto lutava contra uma depressão. “Quando o pai separa da mulher, ele esquece também que é pai. Muitas passam por isso”, conta ao Congresso em Foco a cabo da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP), que dá palestras e é instrutora do Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd). E, como se isso não bastasse, é uma das cerca de 200 mulheres ligadas às forças militares que deverão disputar algum cargo eletivo em outubro.

O número estimado de mulheres militares na corrida eleitoral em 2018 deve crescer 57% na comparação com o total desse tipo de candidatura registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2014, quando 127 da ativa concorreram.

Aos 50 anos de idade, dos quais 20 dedicados à PM, Fátima deverá concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados em outubro. Ainda não sabe se pelo PSL, pelo DEM ou pelo PR, legendas que abrigam aliados e simpatizantes à candidatura do deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ), militar da reserva, ao Palácio do Planalto

O partido de Bolsonaro deve lançar cerca de 20 candidatas militares da ativa e da reserva apenas em São Paulo, o equivalente a pelo menos 10% do total esperado de candidaturas de militares femininas neste ano.

O número de mulheres deve satisfazer o mínimo de 30% exigidos por lei dos aproximadamente 600 candidatos ligados ao serviço militar. São policiais, bombeiros e membros do Exército que devem se candidatar aos cargos deputado estadual, federal e senador, de acordo com estimativa do deputado Major Olímpio (PSL-SP), presidente do partido em São Paulo e responsável pela coordenação das candidaturas dos militares. O número já havia sido adiantado pelo próprio Major Olímpio ao Congresso em Foco, em meados de junho.

oblogdedpianco.com.br com congressoemfoco