sexta-feira, 20 de julho de 2018

CLÍNICA NEON - DR. OSVALDO ESTEVAM FALA SOBRE 'DISFUNÇÃO TEMPOROMANDIBULAR'

Dores de cabeça frequentes, estalidos ao abrir ou fechar a boca e dificuldades para morder e mastigar? Cuidado! Esses podem ser os principais sinais de que você está sofrendo com uma disfunção temporomandibular, ou DTM.

Embora esses sintomas possam ser os mesmos de várias outras condições, se eles estão lhe incomodando e dificultando o seu dia a dia, talvez seja hora de você fazer uma visita ao dentista.

Se você sofre com essas situações, continue a leitura do texto e saiba tudo sobre a disfunção temporomandibular.

O QUE É DISFUNÇÃO TEMPOROMANDIBULAR?
A DTM é resultado de um conjunto de condições médicas e odontológicas capazes de afetar a articulação temporomandibular – que é aquela que se localiza na frente dos ouvidos e conecta a mandíbula aos ossos do crânio, os músculos da mastigação e as estruturas da face.

Essa é uma das articulações mais complexas do nosso corpo e possui uma função vital: mover a nossa mandíbula para trás, para frente e para os lados, permitindo a nossa alimentação e comunicação.

Qualquer alteração nessas estruturas pode levar a sintomas variados e a dores crônicas e, por isso, necessitam atenção e cuidado especializado.

QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS SINTOMAS DE DTM?
Existem inúmeros sinais e sintomas que indicam que um paciente está sofrendo com uma disfunção temporomandibular, mas eles são muito variáveis e, por isso, pode ser difícil para um dentista realizar o diagnóstico, já que nem todos os pacientes apresentarão todos os sintomas como:
Dor e sensibilidade no rosto, ombros, pescoço, ao redor da orelha, ao abrir e fechar e a boca e no local onde se situa a articulação;
Dores de cabeça frequentes (semelhantes a enxaquecas), dores de ouvido e pressão atrás dos olhos;
Estalidos e sensação de “desencaixe da mandíbula” ao fechar e abrir a boca;
Sensação de maxilar “travado” para abrir ou fechar a boca;
Zumbidos nos ouvidos;
Dificuldades para falar ou mastigar;
Sensação de cansaço na face;
Dor ao abrir muito a boca ou ao bocejar;
Flacidez dos músculos da mandíbula.

O QUE CAUSA A DISFUNÇÃO TEMPOROMANDIBULAR?
A principal causa da DTM ainda é desconhecida, mas sabe-se que um conjunto de condições pode facilitar o seu surgimento, principalmente traumas na mandíbula e outras condições médicas e de estilo de vida, como:
Impactos na articulação, causados por traumas ou pela idade;
Problemas estruturais presentes desde o nascimento;
Hábito de ranger os dentes;
Artrite na articulação temporomandibular;
Tensão muscular e estresse prolongado;
Uso de aparelhos ortodônticos por muito tempo;
Má postura, sendo capaz de afetar a musculatura do pescoço e do rosto;
Hábitos como roer unhas e mascar chicletes.

COMO A DTM É DIAGNOSTICADA?
Como dissemos, nem sempre é fácil reconhecer uma DTM, já que os sintomas podem ser comuns de outras patologias e também as causas podem ser variadas.

É possível que os primeiros sintomas sejam apenas os estalidos ao abrir e fechar a boca, mas, se não tratada, a DTM pode evoluir e provocar sintomas muito mais graves, como zumbido nos ouvidos, vertigens e dificuldade de conseguir abrir e fechar a boca e até mesmo de mastigar alimentos mais duros.

Por isso, se você está se sentindo incomodado e acredita sofrer com uma DTM procure um dentista especializado. Na consulta, ele apalpará as suas articulações e buscará informações sobre a origem da sua dor.

Podem ser solicitados exames complementares como radiografias planas e panorâmicas, tomografias e ressonâncias magnéticas.

COMO É O TRATAMENTO DA DTM?
Infelizmente ainda não podemos dizer que existe uma cura para esse problema, mas inúmeros tratamentos podem auxiliar o paciente a ter melhor qualidade de vida, como:
Uso de relaxantes musculares, anti-inflamatórios e analgésicos;
Tratamento do bruxismo com uma placa específica para diminuir esse hábito;
Usar técnicas de relaxamento para controlar a tensão muscular na mandíbula;
Controle do estresse;
Fisioterapia para a musculatura do maxilar;
Exercícios mandibulares para melhorar a mobilidade;
Educar o paciente sobre a sua condição e buscar mudanças de hábitos como deixar de roer unhas ou apertar os dentes durante o dia (mesmo que faça isso involuntariamente);
Cirurgia em casos mais avançados ou de traumas agudos.

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