terça-feira, 29 de maio de 2018

Caminhoneiros reclamam falta de apoio da população a movimento

(Reprodução)
Os caminhoneiros deram início a um movimento paredista, que é um movimento grevista, mas com uma característica ou diferencial, que é o de não identificar o líder ou os líderes, na última segunda-feira (21). A reivindicação era que o governo reduzisse a zero a carga tributária sobre o diesel (os tributos federais são PIS/COFINS e CIDE), cujo custo aumentou nos últimos meses, devido a prática de preços da PETROBRAS.

Outras entidades e lideranças, como a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) e o Sindicato Interestadual dos Caminhoneiros Autônomos, não tratam a paralisação como encerrada. Outros representantes ainda afirmam que nem todas as reivindicações foram atendidas. Ainda há protestos pelo país.

O que tem intrigado as pessoas que estão no movimento, é a falta de apoio da população, no sentido de boicotar a compra de combustíveis e gás de cozinha. Enquanto o movimento pára o Brasil, pessoas correm para os postos na busca de gasolina a um preço a cima do valor de mercado. Na verdade, seria interessante que os condutores de veículos não adquirissem a gasolina, e com relação a estivas, cereais, frutas e verduras, que a população não comprassem, até que os preços fossem baixados.

Os membros do movimento de paralisação dos caminhoneiros, pede que o Ministério Público, através da Curadoria de Defesa do Consumidor, onde não houver o PROCON, que ajam contra os oportunistas de plantão, que estão se aproveitando do momento, para aumentar o preço não só da gasolina, mas de vários outros produtos.

Neste domingo (27), o presidente Michel Temer anunciou a redução de R$ 0,46 no litro do diesel por 60 dias, o estabelecimento de uma tabela mínima dos fretes e a isenção da cobrança de pedágio para eixo suspenso de caminhões vazios, em rodovias federais, estaduais e municipais.

A mobilização contra o aumento dos combustíveis acabou pressionando um nervo já dolorido na sociedade. E, por isso, conseguiu aglutinar setores geralmente distantes ou opostos: da classe média, irritada com os constantes aumentos da gasolina, aos produtores rurais, que reclamam dos prejuízos do setor com o combustível em alta; da esquerda, que aproveitou para criticar a política de preço livre da Petrobras, à direita, que mirou na situação para denunciar o desmonte da petroleira gerado pela corrupção dos governos de esquerda.


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