quinta-feira, 22 de março de 2018

Comarca de Itaporanga recebe Projeto Tecendo Redes voltado ao enfrentamento da violência contra a mulher

Dentro da atuação do Tribunal de Justiça da Paraíba nas atividades de enfrentamento à violência contra a mulher que ocorre no Estado, o Judiciário participa da Caravana de Interiorização ‘Tecendo Redes’, que esteve em Itaporanga, nessa terça-feira (20), realizando Audiência Pública para tratar sobre o tema. Na oportunidade, o juiz Antônio Eugênio Leite Ferreira Neto, titular na 2ª Vara Mista da Comarca, fez um alerta para as autoridades participantes acerca dos vários casos de violência doméstica, que vêm ocorrendo nos últimos meses na Região do Vale do Piancó. O evento ocorreu no Auditório da 7ª Gerência Regional de Ensino.

A Caravana, que esteve em Cajazeiras nessa segunda (19), tem o objetivo de capacitar profissionais da Segurança Pública e da Justiça que atendem a mulheres vítimas de violência doméstica na Paraíba.

A iniciativa está sendo realizada por meio de uma parceria entre o Poder Judiciário paraibano, através da Coordenadoria da Mulher, e o Governo do Estado, pela Secretaria da Mulher e da Diversidade Humana e Secretaria de Segurança Pública, contando também, com apoio do Ministério Público da Paraíba e Coordenação de Delegacias Especializadas de Mulheres (CoorDeam). Em Itaporanga, reuniu dezenas de participantes dos sete municípios que integram a Comarca.

O magistrado Antônio Eugênio, que representou o Judiciário estadual na Audiência Pública, falou do andamento dos processos locais e como o TJPB tem enfrentado os casos de violência doméstica, avaliando positivamente o evento. “Achei muito produtivo, principalmente pelo fato de termos o contato com os profissionais responsáveis por atender mulheres em situação de risco, como delegados, CRAS, CREAS, agentes de saúde. E, o mais importante, conseguimos formar uma rede de proteção”, ressaltou, acrescentando que a iniciativa representa a mobilização de todos os segmentos da sociedade.

“Temos que mostrar que não é natural um comportamento agressivo e abusivo. A mulher conta aos parentes, diz que vai se divorciar e não recebe apoio, em muitos casos, pelo temor de que ela se torne um peso financeiro para os outros. Sem este apoio, muitas se mantêm em relacionamentos degradantes, e o resultado é o que vem acontecendo nos últimos tempos aqui em nossa região. Crimes e mais crimes”, destacou o magistrado.

Para o juiz, é necessário denunciar sim. “Estas pessoas têm que ser identificadas e detidas. Se não falar, vai acontecer com outras vítimas. Precisamos quebrar o círculo vicioso. As pessoas precisam perceber que não podem apoiar alguém que faz isso”, afirmou Antônio Eugênio.

Calendário da Caravana Tecendo Redes

Cachoeira dos Índios: Dia 21.03, no Auditório da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres – Das 8h às 12h;
Aguiar: Dia 21.03, na Escola Municipal Ensino Fundamental II Lídia Cabral de Sousa – 15h, no CRAS – Às 19h;
Patos: Dias 22 e 23 – no Fórum Miguel Sátyro – Das 8h às 12h.



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