sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Ricardo semeia dúvida na oposição e manda recado indireto à vice-governadora

(Foto: Paraibaonline)
O governador Ricardo Coutinho (PSB) renovou, ontem, em entrevista dada à Rádio Pop FM, as expectativas e conjecturas acerca de seu futuro político.

Na verdade, ele apenas exercitou a polêmica que desestabiliza as estratégias oposicionistas para o pleito que se aproxima, mas também serpenteou quanto à possibilidade de a vice-governadora Lígia Feliciano (PDT) vir a assumir a titularidade, a partir de abril.

Ricardo grifou que nunca afirmou irredutivelmente que concluiria o mandato: “Eu não fiz nenhuma promessa que sairia ou que não sairia (do governo, em abril). Apenas disse que na minha leitura, nessa conjuntura, o mais importante é fazer a política do projeto que eu represento”.

“Eu não prometi que sairia ou que não sairia. Seria uma idiotice eu dizer ´eu prometo que não saio´. Isso é uma decisão pessoal minha. E eu analiso todos os fatos (…) Eu só sairia candidato a qualquer coisa, tendo a certeza – e a certeza seria minha, e não a dos outros”, acrescentou RC.

O governador deixou a modéstia de lado e realçou que “quem organizou o planejamento foi eu; quem representa o projeto político sou eu. Eu preciso ter garantias”.

“Eu tenho que pensar em todos os companheiros que representam o projeto e fazer tudo para garantir que o Estado continue nesse caminho”, adendou.

Coutinho acentuou que “se alguém acha que vai ´dar cavalo de pau´ e fazer mudanças, e anunciar isso ou aquilo, isso não vai acontecer jamais. É bobagem, é não me conhecer”.

O governador contextualizou como poderia concorrer a uma cadeira no Senado este ano: “As condições que eu sentisse, dentro de mim, que o governador por nove meses (abril/dezembro) seria efetivamente alguém que respeitasse a nossa conquista em relação a governo, obras e projetos. O governo que está dando certo é esse”.

Fonte: coluna Aparte, com Arimatea Souza. Para ler a coluna, clique AQUI