terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Projetos eleitorais de Cartaxo e Ricardo dependem do efeito Campina Grande

Não faz muito tempo que o protagonismo na política paraibana passava, necessariamente, por Campina Grande. A força de João Pessoa foi revelada de forma mais forte apenas nos últimos anos, primeiro com o governador Ricardo Coutinho (PSB) e agora com o prefeito da capital, Luciano Cartaxo (PSD). Mesmo assim, nenhum terá ou teve sucesso na empreitada estadual sem o aval da Rainha da Borborema. Entenda-se por aval, a concordância com os projetos eleitorais apresentados. A senha que explica esta matemática foi dada pelo senador Cássio Cunha Lima (PSDB). Citando Cartaxo como exemplo, ele disse que o prefeito ganhando nas eleições na Região Metropolitana e tendo o apoio dele e do prefeito Romero Rodrigues (PSDB) em Campina Grande, tende a ter sucesso no resto do Estado.

O exemplo dado pelo senador foi o do também ex-prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho, em 2010. O gestor precisou do apoio do grupo Cunha Lima para vencer em Campina Grande e, a partir daí, virar o jogo nas cidades menores. Ele entende, por isso, que se Cartaxo entrar em entendimento com Rodrigues, a possibilidade de reeditar a parceria aumenta. O gesto campinense, no entanto, mantém a disposição de disputar as eleições. Ele, porém, não nega a possibilidade de entrar na composição para o apoio a uma liderança da chapa. Tudo vai depender do aprofundamento das conversas. Os tucanos dizem que há grande possibilidade de Romero indicar a vice na chapa, que seria a mulher dele, Micheline Rodrigues.

Governista
O governador Ricardo Coutinho já não depende tanto de apoio para se lançar em novo projeto eleitoral. Ele poderá disputar o Senado. O problema é que, para isso, vai precisar também renunciar ao cargo, dando espaço para Lígia Feliciano (PDT), sua vice. A dificuldade tem sido convencer a vice a renunciar ao cargo também. Já surgiram todo tipo de proposta mirabolante para compensá-la. Entre elas estão assumir uma eventual vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE) ou mesmo disputar o cargo de suplente de Ricardo Coutinho no Senado. Neste caso, ela ficaria com a vaga em caso de desincompatibilização. Falta menos de um mês para que a novela cheque ao fim.

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