sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Separação de casais: Por que um casamento chega ao fim?


(Reprodução)
Nossa vida é formada por ciclos e quando cada um destes ciclos se finda fica uma sensação de que falta alguma coisa. Mas isso passa… isso pode se tornar uma grande reviravolta na nossa caminhada.

Quando se fala em separação, a primeira coisa que vem à mente é a separação de um casal. Quando se opta pelo casamento é para que seja uma relação ‘até que a morte nos separe’, mas sabemos que não é bem assim…. e nas últimas décadas, a opção pela ruptura do casamento entra na lista de alternativas para melhorar a vida que já não dá mais alegrias.

Às vezes, há uma relação que sempre foi muito boa entre o cônjuge, mas é chegado um momento em há uma finalização natural da união. Os sinais estão evidentes de que o casamento chegou ao fim, mas não há nada de errado nesta finalização, mas há um medo da separação. Esse medo em se separar tem razão de ser: temos a crença de que o que se está vivendo hoje é para sempre. Este termo ‘para sempre’ mata todas as nossas possibilidades de irmos além e desfrutarmos da vida na sua totalidade. Esta é a razão de que quando se está com alguém, sempre achamos que o relacionamento atual é para sempre, que vamos viver ao lado dessa pessoa até envelhecer, até morrer. E realmente é assim… mas, é até envelhecer e morrer a relação e não nós.

Esse findar da relação entre o casal não precisaria vir com dor. Mas por que dói? Porque a dor vem justamente porque há a insegurança de que teremos dias bons em outras situações e com outras pessoas, e de que podemos nos desapegar e nos separar do cônjuge porque é o nosso compromisso já foi realizado.

A separação de um casal não é o fim da nossa vida, mas o fim de um projeto. Se analisarmos bem, há muitos casais que já completaram a sua missão enquanto casal – já criaram os seus filhos, já construíram um monte de coisas juntos, mas chega um determinado momento que parece que cada uma dessas individualidades está querendo ir para um outro lugar, está querendo vislumbrar outros espaços, outros territórios que ainda não foram vividos, mas esses territórios não são mais compatíveis com a busca dos dois. Antes, haviam coisas em comum, mas foi até aquele momento e agora cada um vai para um lado.

Pode parecer utopia pensar que a separação não precisaria ser vista com dor, mas o autoconhecimento e amadurecimento individual permitiria que isto fosse feito sem dores.

Veja como seria bom se ao decidir se separar, o casal fizesse uma avaliação deste tipo…

Nós conseguimos construir uma família e mantê-la unida, nós conseguimos criar nossos filhos e conseguimos também prosperar financeiramente. Nós temos condições agora de nos separarmos, de cada um ir para um lugar diferente, mas que nossa amizade, nosso companheirismo e toda essa história vai permear a nossa vida!

Como seria maravilhoso se as separações de casais fossem desta forma… Mas, por que não é assim tão amigável? Porque as pessoas esticam este fim! A simples ideia de esticar este momento de ‘já não dá mais’ é ocasionada por medo, por apego, pela questão de ser algo ‘para sempre’ ou pelo ‘não posso destruir tudo o que construí até agora’. Mas, é preciso ficar claro que quando há este esticar o fim acabamos por destruir algumas coisas que foram construídas com base no amor que existiu antes… aí começa o desamor e, neste momento, dá-se início às brigas, que quanto mais constantes, mais conflitoso e maiores os sinais de que este casamento não traz mais satisfação e fica evidente que está na hora de partir para um outro caminho, mas com uma consciência diferente, com atitude de tomar a decisão e saber que está na hora de ir para outro lugar, de que tudo o que viveu foi ótimo.

Mas, há também a vontade de esticar este fim, numa tentativa de salvar este casamento; neste caso deve ser feito da melhor forma possível, reciclando a cada instante esta relação. Mas, tem que reciclar, porque quando não se consegue isso é sinal de que este fim já chegou e deve ser encarado de frente.